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Empresas de entregas com bicicleta se espalham por capitais

Preço menor e apelo ecológico servem de atrativo em trabalhos que envolvem pouco volume e distâncias mais curtas

16 jun 2015
07h00
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Décadas atrás, o trânsito caótico das capitais brasileiras levou muitas empresas a buscarem uma alternativa para fazer entregas urgentes. Os motoboys cresceram e se multiplicaram pelas vias do país. Hoje, alguns negócios valorizam outros conceitos além de versatilidade e mobilidade, como bem-estar e redução das emissões de poluentes. E a resposta para essa demanda está sendo o surgimento dos serviços de bike couriers, que usam bicicletas em vez de motos.

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Victor Castello Branco, proprietário da Courrieros, que atua na cidade de São Paulo, conta que a ideia surgiu quando ele trabalhava como bancário e não encontrava opções de entrega alinhadas ao conceito de sustentabilidade. “Vi esse modelo em uma viagem que fiz para Nova York, em 2011, e decidi trazer para cá. São Paulo já é muito caótica, e o uso de bicicletas reduz o trânsito, incentiva o esporte e é menos agressivo à rotina da cidade.” Fundado em 2012, o empreendimento faz em média 300 transportes por dia e conta com 28 entregadores.

Preocupação ambiental estimula empresas a contratarem serviços de bike
Preocupação ambiental estimula empresas a contratarem serviços de bike
Foto: Tyler Olson / Shutterstock

Já a BSB Courier, de Brasília, nasceu em 2013. Um grupo de amigos que usavam as bicicletas para trabalhar, estudar e viajar resolveu transformar a paixão em sustento. “Brasília é uma cidade que favorece isso por ser plana, arborizada e com uma estão seca bem definida. Assim, resolvemos unir o útil ao agradável”, diz Yuri Prestes, um dos fundadores.

Cada entregador da Pedal Express, de Porto Alegre, costuma pedalar de 60 a 100 quilômetros por dia
Cada entregador da Pedal Express, de Porto Alegre, costuma pedalar de 60 a 100 quilômetros por dia
Foto: Divulgação

No Rio de Janeiro, a geografia não é tão favorável, mas também lá o segmento floresce. “Não conseguimos atender alguns lugares devido ao relevo. Apesar disso, temos uma boa demanda, que vai desde escritórios de design a firmas de advocacia.”, conta um dos sócios da Ciclo Courier, Alexandre Magno.

A demanda não está ligada apenas ao apelo ecológico. O baixo custo em pequenas distâncias é um atrativo. Em Brasília, o transporte por motoboys sai de R$ 15 e R$ 25, e o de bicicleta, R$ 8 a R$ 12. Em São Paulo, a diferença fica em torno de 20%. “Até uma distância de 9 quilômetros nós somos competitivos. Depois disso, fica mais caro e demora. Além disso, conseguimos carregar volume e peso menores”, reconhece Castello Branco, da Courrieros.

No Rio, a Ciclo Courier atende desde escritórios de design até firmas de advocacia
No Rio, a Ciclo Courier atende desde escritórios de design até firmas de advocacia
Foto: Divulgação

Desafios ao guidão
Por outro lado, independentemente das cidades em que atuam, as empresas são unânimes ao apontar uma dificuldade enfrentada: a falta de respeito com as bicicletas no trânsito. “São poucos os motoristas que aceitam compartilhar a via com os ciclistas. Temos que redobrar nossa atenção. E mesmo a pouca malha cicloviária existente tem pouca qualidade”, reclama Valmir Freitas, fundador da Pedal Express, de Porto Alegre, que faz em média 40 serviços por dia.

Lucas Mello, Victor Castello e André Biselli, sócios da paulista Courrieros
Lucas Mello, Victor Castello e André Biselli, sócios da paulista Courrieros
Foto: Divulgação

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