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Empresa dribla crise com produto “invisível”

A startup TNS aposta na nanopartícula, cujo tamanho é 100 mil vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo, e consegue cada vez mais cl

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Enquanto aumenta o número de indicadores negativos que desenham um cenário de crise econômica, cada vez mais nítido no país, uma empresa de Florianópolis, em Santa Catarina, vem se destacando no mercado com uma “arma” minúscula. A TNS apostou em alta tecnologia e criou um produto invisível aos olhos humanos.

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“Nosso carro-chefe são as nanopartículas de prata, que podem ser incorporadas a qualquer produto que tenha contato com humanos ou com alimentos para conter a proliferação de fungos e bactérias”, diz Gabriel Nunes, sócio da TNS.

As nanopartículas de prata ajudam a conter a proliferação de fungos e bactérias. Elas têm inúmeras aplicações, podendo ser usadas em travesseiros, embalagens de comida e até no combate a cáries
As nanopartículas de prata ajudam a conter a proliferação de fungos e bactérias. Elas têm inúmeras aplicações, podendo ser usadas em travesseiros, embalagens de comida e até no combate a cáries
Foto: Kateryna Kon/Shutterstock

As nanopartículas de prata têm inúmeras aplicações. “Elas podem ser usadas em travesseiros, embalagens de comida, tábuas de carne, tintas e até no combate a cáries”, explica Nunes.

E é essa diversidade de aplicações que faz a TNS a dar um drible na crise. “Em 2013, começamos com três ou quatro clientes regulares. Em 2014, já tínhamos sete. E estamos fechando 2015 com mais de trinta, além de planos de expansão para o exterior”, ressalta Nunes, destacando um crescimento que praticamente duplica o número de clientes a cada ano.

Mas qual o segredo da nanopartícula? É exatamente seu tamanho ínfimo. “Ela é tão pequena que penetra nas paredes moleculares das células e libera íons que interagem com o DNA das bactérias e fungos, inibindo sua reprodução”, diz Nunes.

Em termos práticos, quando aplicadas em roupas esportivas, por exemplo, as nanopartículas de prata combatem o mau cheiro do suor. Em embalagens, elas garantem um maior tempo de conservação do alimento.

Mas não é apenas o produto da TNS que é inovador. Sua maneira de atuar também a destaca no mercado. “Vemos qual a necessidade do cliente, do que ele precisa e criamos a solução, mas não temos uma planta fabril para produzir, o que diminui muito nossos custos. Usamos parceiros terceirizados para fabricar, mas sempre com acompanhamento de um engenheiro nosso.”

Se conseguiu evitar os custos envolvidos em ao se ter uma unidade fabril, a TNS não evitou outros – para sorte da empresa. “Estamos mudando para um novo escritório maior e contratando mais gente para dar conta da demanda crescente.”

 

 

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Fonte: PrimaPagina
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