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Passagens de integração sem aumento voltam a valer em SP

11 jan 2017
11h09
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Em cumprimento à decisão judicial, os valores das tarifas de integração entre ônibus e trilhos, em São Paulo, voltaram aos valores antigos, sem aumento, desde a meia-noite de hoje (11). O governador Geraldo Alckmin foi notificado ontem (10) sobre liminar que suspende o reajuste, que passou a ser aplicado no domingo (8).

O valor da integração, portanto, foi reduzido de R$ 6,80 para R$ 5,92. Os usuários que utilizarem a integração entre ônibus e metrô ou trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), mesmo que tenham carregado seus bilhetes entre domingo (8) e ontem (10), serão cobrados em R$ 5,92.

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e o secretário municipal de Transporte Metropolitano, Sérgio Avelleda, informaram hoje, em entrevista coletiva, que estão cumprindo a decisão judicial, mas que pretendem recorrer em conjunto.

Movimentação de passageiros no Terminal de Ônibus Santana, em São Paulo.
Movimentação de passageiros no Terminal de Ônibus Santana, em São Paulo.
Foto: Newton Menezes/Futura Press

Avelleda disse que soube, ontem, às 18h40, da notificação ao governador, e que precisou fazer os procedimentos operacionais durante a madrugada, já que são complexos e difíceis de serem ajustados em pouco tempo. "Alteramos os validadores das frotas, que voltaram para as garagens, onde estão as antenas, para serem atualizados", disse.

Periferia prejudicada

Para o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, o preço mais baixo na integração beneficiava significativa parcela de usuários do transporte público metropolitano, que sofreu reajuste "bem acima dos índices inflacionários e não foi devidamente justificada". Segundo o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, o congelamento da tarifa básica favorece quem reside na região central, mas é "gravosa" para quem mora na periferia e precisa da tarifa integrada.

Já os secretários negam aumento, e afirmam que houve uma redução de descontos. "Estamos reduzindo desconto, não estamos majorando a tarifa. Acredito que até seja uma prerrogativa de quem gera o sistema fazer esse tipo de medida", disse Pelissione. Já Avelleda argumenta que não necessariamente o passageiro da região central seja o mais abastado.

Segundo Avelleda, o reajuste atinge menos de 15% dos usuários, que optam por bilhetes temporais e integração. A maioria, 49%, pagam a tarifa básica e 25% são beneficiados pelas gratuidades.

Agência Brasil Agência Brasil

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