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Vila Madalena tem valorização imobiliária de mais de 500%

29 out 2012
07h27
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O bairro paulistano de Vila Madalena nunca esteve tão valorizado. Dados fornecidos pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) mostram que o valor do metro quadrado de um apartamento de padrão médio, com dois quartos e uma ou duas vagas na garagem, com até sete anos, teve um aumento de 526,75% nos últimos nove anos. Em agosto de 2003, custava R$ 1.230. Em agosto de 2012 passou a custar R$ 7.709.

O preço do metro quadrado de um apartamento de dois quartos na Vila Madalena subiu mais de 500% em nove anos
O preço do metro quadrado de um apartamento de dois quartos na Vila Madalena subiu mais de 500% em nove anos
Foto: Niels Andreas/PrimaPagina / Divulgação



Para Sueli Pacheco, proprietária da imobiliária Pacheco, que há 40 anos comercializa imóveis na região da Vila Madalena, esse aumento notável no preço do metro quadrado se deve às melhorias realizadas no bairro, como a chegada do Metrô.



"Nesses últimos anos a procura, que já era grande, cresceu mais. A chegada do Metrô foi fundamental, mas a mídia ajuda a ressaltar as características tradicionais do bairro oferece, atraindo novos moradores", diz Pacheco.



A empresária ressalta que as atrações do bairro, como a agitada vida noturna e a relação estreita com as artes, chamam a atenção de jovens, entre 30 e 45 anos, que procuram um imóvel na região por conta da proximidade com a avenida Paulista e com a Universidade de São Paulo (USP). Segundo Sueli, quem está interessado em comprar um apartamento de dois ou três quartos no bairro deve estar disposto a pagar pelo menos R$ 400 mil.



"Quem não tem condições de morar na Vila Madalena vai para bairros como o Butantã, mas se queixando, já que na verdade gostaria de morar aqui", explica a empresária.



E Sueli tem uma má notícia para quem gosta de casas e sobrados: "É praticamente impossível comprar uma casa no bairro. As que existem estão ocupadas por estabelecimentos comerciais, e outras logo são compradas por construtoras para construírem prédios".



Em relação à segurança, Sueli Pacheco não tem dúvida: "Aqui você sai na calçada e não tem ladrão, tem festa, tem samba, tem vida".



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