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Pequenas empresas ainda usam pouca TI, afirma agência da ONU

Levantamento da Unctad mostra que empreendimentos menores estão perdendo oportunidades criadas pela economia da informação

21 jul 2014 08h00
| atualizado às 09h33
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Por falta de infraestrutura ou de iniciativa, muitos pequenos empresários ainda utilizam pouco os recursos oferecidos pelas tecnologias da informação e da comunicação
Por falta de infraestrutura ou de iniciativa, muitos pequenos empresários ainda utilizam pouco os recursos oferecidos pelas tecnologias da informação e da comunicação
Foto: StockLite / Shutterstock

Sites na internet, perfis em redes sociais, e-commerce, ferramentas eletrônicas de gestão, redes de comunicação internas: tudo isso já faz parte do cotidiano das grandes empresas há muito tempo, mas o mesmo nem sempre se aplica aos empreendimentos menores. Um levantamento realizado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) mostra que, no mundo todo, muitas das micro e pequenas empresas ainda não aproveitam as oportunidades criadas pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC).

A Unctad mantém um banco de dados com estatísticas de utilização das TICs por empresas de vários países, e as informações mostram que, sobretudo nas economias em desenvolvimento, as pequenas empresas ainda usam muito menos os recursos oferecidos pela computação e pela internet do que as grandes corporações. No caso do Brasil, essa discrepância aparece principalmente na presença das companhias na internet. Enquanto 92,16% das empresas com mais de 250 empregados possuem sites próprios, apenas 54,87% dos negócios com menos de 50 funcionários mantêm páginas na web.

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Apesar dessa discrepância, o levantamento da Unctad mostra que a situação das pequenas empresas brasileiras é muito melhor do que as de outras economias em desenvolvimento no que diz respeito ao uso das TICs. Se 88,15% dos negócios nacionais com menos de 50 empregados tinham acesso à internet em 2008, na Rússia apenas 58,87% das companhias de mesmo porte estavam conectadas à rede mundial de computadores.

Panorama global
As desigualdades no acesso às TICs entre grandes companhias e micro e pequenas empresas são particularmente grandes em alguns países do Leste Asiático, do Norte da África, do Oriente Médio e em algumas das ex-repúblicas soviéticas.

Em algumas partes da China, principal motor da economia mundial atualmente, o abismo entre micro e grandes empresas é enorme. Em Macau, uma das regiões administrativas especiais do país, apenas 43,62% dos negócios com menos de dez empregados usam computadores e somente 34,58% desses empreendimentos têm acesso à internet. No caso das empresas que têm de 10 a 49 funcionários, essas proporções sobem para 72,87% e 56,73%, respectivamente, mas continuam muito abaixo das grandes empresas, nas quais o uso de computadores é universal e o acesso à internet chega a 96,97%.

Mesmo na Coreia do Sul, país conhecido mundialmente por seu papel de destaque no desenvolvimento de tecnologias da informação e da comunicação, o acesso a essas inovações é bastante desigual dependendo do porte da empresa. Todas os negócios do país com mais de 250 empregados têm acesso à internet, mas isso só acontece com 33,4% dos empreendimentos com menos de dez funcionários. Ainda que o abismo não seja tão grande, a discrepância também aparece em outro Tigre Asiático, Singapura, onde apenas 72,17% das empresas com menos de dez funcionários têm acesso à internet.

Níveis de discrepância semelhantes foram registrados pela Unctad em algumas das ex-repúblicas soviéticas, como Rússia, Ucrânia, Azerbaijão, Cazaquistão e Quirguistão, mas os casos mais extremos são os de três países árabes: Egito, Jordânia e Omã. Nos três, a proporção de empresas com mais de 250 empregados que usam computadores e têm acesso à internet passa de 90%, mas no caso de empreendimentos com menos de dez funcionários os números despencam. No Egito, apenas 6,07% usavam computador e só 2,02% tinham acesso à internet em 2008. Na Jordânia, na mesma época, as proporções eram de 14,1% e 5,98%, respectivamente. E em Omã estas proporções eram de 19,17% e 12,3%, respectivamente, em 2011.

 

Fonte: PrimaPagina
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