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Gerir casa e próprio negócio é maior desafio das empresárias

Administrar também a família e a rotina dos filhos exige mais das mulheres empreendedoras, afirma especialista

6 mar 2015
13h00
atualizado às 14h25
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A maior parte das novas empresas do Brasil – aquelas com menos de três anos e meio de atividade – é comandada por mulheres, como mostrou a pesquisa Global Entrepreneurship, divulgada pelo Sebrae em 2014. Os homens, porém, continuam sendo maioria no mundo dos negócios, e elas ainda têm alguns desafios a superar antes de equilibrar essa balança, avalia Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, organização sem fins lucrativos que impulsiona negócios de impacto social.

Maure Pessanha, diretora-executiva da organização Artemisia: conciliar os negócios com a família exige 24 horas de dedicação e muitas responsabilidades
Maure Pessanha, diretora-executiva da organização Artemisia: conciliar os negócios com a família exige 24 horas de dedicação e muitas responsabilidades
Foto: Divulgação

Com a experiência de quem orienta empresários e empresárias fundadores de firmas que buscam, ao mesmo tempo, dar lucro e contribuição social, Maure observa que as mulheres encaram empecilhos adicionais. Não por serem dotadas de maior ou menor aptidão para, por exemplo, questões financeiras. “De uma forma ampla, as mulheres têm dificuldade por conta de seu papel multifacetado: precisam administrar a família e o cuidado com os filhos junto com o trabalho.”

Além disso, persiste uma visão preconceituosa quando elas estão à frente de uma empresa. “Há uma percepção de que a mulher pode não tomar as decisões de forma pragmática, não tem pulso firme. Porém, acho que isso está diminuindo. Hoje, as pessoas estão valorizando bastante as características genuinamente femininas para gestão e criação de um negócio”, diz.

Entre as características supostamente mais comuns no sexo feminino, Maure destaca intuição e sensibilidade no contato com a equipe e com os clientes. Coincidentemente ou não, o número de mulheres que geraram postos de trabalho cresceu 19% nos últimos dez anos, segundo o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, elaborado pelo Sebrae e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mesmo período, a variação foi de 3% entre os homens.

Maure destaca que é muito importante que a empreendedora tenha consciência do tamanho do desafio que irá enfrentar. “Conciliar os negócios com a família exige 24 horas de dedicação e muitas responsabilidades”, avisa. “Isso pode ser superado trabalhando bastante, estudando o mercado, se capacitando”.

Preparando-se, elas estão. Os números do Anuário mostram que a proporção de empregadoras com pelo menos o ensino médio completo é bem superior à de homens (74,8% a 59,1%).

Maure sugere que se aproveite melhor o networking. “A mulher conversa bastante com as amigas sobre coisas da vida pessoal, mas pouco usa isso para o trabalho.”

Fonte: PrimaPagina

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