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Febre de aplicativo para táxi chega aos serviços de motoboy

Inspirado nas ferramentas usadas para chamar táxi via smartphone, empresário cria programa que coloca cliente em contato direto com motofretistas

6 nov 2014
10h31
atualizado em 7/11/2014 às 08h01
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Já faz algum tempo que os braços estendidos na esquina foram substituídos por toques na tela do celular na hora de chamar um táxi. Inspirado nessa experiência, o empresário Nathan Ribeiro decidiu aplicar uma tecnologia parecida ao serviço de motofrete. Assim nasceu o Motomov, aplicativo lançado em maio que permite que empresas e pessoas físicas contratem motoboys previamente cadastrados e acompanhem em tempo real a trajetória do entregador, por meio de um geolocalizador.

Lançado em maio, Motomov conta com cerca de cinco mil usuários cadastrados
Lançado em maio, Motomov conta com cerca de cinco mil usuários cadastrados
Foto: AFNR / Shutterstock

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“Enquanto em São Paulo existem cerca de 35 mil táxis, o número de motofretistas é bem maior, chegando a 200 mil profissionais. Existe uma grande demanda por este tipo de serviço, e o Motomov foi criado para suprir esta necessidade”, justifica Nathan, que investiu cerca de R$ 500 mil no desenvolvimento do software.

Ele explica que o princípio de funcionamento é parecido com o aplicativo voltado para táxis, mas o de motofrete é mais complexo porque o usuário deve colocar no mínimo dois endereços, um para a retirada do item e outro para a entrega. “Dependendo do serviço, o número de localidades pode ser bem maior. É possível, por exemplo, pedir para o motoboy pegar dez brindes em uma empresa de publicidade e entregar cada um em uma empresa diferente, totalizando onze endereços. E tudo isso pode ser feito pelo celular”, explica.

Atualmente, o Motomov conta com cerca de 5 mil usuário cadastrados e cobre apenas a Região Metropolitana de São Paulo. No entanto, o empresário planeja expandir o alcance para Rio de Janeiro e Campinas a partir do início de 2015.

Para fazer uso do software, que é gratuito, basta baixá-lo no celular e se cadastrar, informando nome, telefone e e-mail, além de criar um login com senha. Na sequência, o usuário já estará apto a solicitar os serviços de um dos 100 motoboys cadastrados no sistema atualmente. Para tanto, é preciso primeiro indicar os endereços envolvidos na entrega. Finalmente, o aplicativo fará um cálculo de preço levando em conta fatores como distância percorrida e número de pontos em que o motociclista terá de parar.

“Caso o usuário aprove o preço sugerido, ele tem duas opções para efetuar o pagamento, que é sempre adiantado. Ou ele paga pela internet, por meio do PagSeguro, ou o motoboy vai até onde ele está com uma maquininha de cartão. As empresas ainda contam com uma terceira opção, que é o e-voucher, que nós faturamos no final do mês”, diz Nathan, acrescentado que 20% do valor de cada serviço fica para sua empresa, enquanto os outros 80% são do próprio motoboy.

Fonte: Terra

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