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Empresa que doa dinheiro faz o bem e promove sua marca

Apoio a projetos no entorno ajuda a reforçar ou melhorar relação com a comunidade. Em alguns casos, doação pode dar desconto no imposto

25 mai 2015
07h00
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A Fundação Bradesco, que atende mais de 105 mil alunos, é ligada a um dos maiores bancos brasileiros. A Fundação Lemann, que trouxe ao Brasil o projeto Khan Academy, é bancada pelo maior bilionário do país. O Instituto Ayrton Senna, que beneficia mais de 500 mil pessoas, traz na bagagem o nome, o dinheiro e os licenciamentos de um dos mais admirados atletas do Brasil.

Apertem os cintos, os bancos sumiram

Olhando assim, fica parecendo que ação social é nicho de grandes companhias ou grandes fortunas. Não é verdade. Pequenas e microempresas também podem atuar nessa área. Além da satisfação de amparar quem precisa, a prática ajuda a promover a marca e, em alguns casos, resulta em abatimento no imposto de renda (embora para isso seja necessário sair do Simples Nacional).

Para consegui abatimento no Imposto de Renda é preciso operar sob o regime de lucro real, o que nem sempre vale a pena para pequenas e microempresas
Para consegui abatimento no Imposto de Renda é preciso operar sob o regime de lucro real, o que nem sempre vale a pena para pequenas e microempresas
Foto: Fred Cardoso / Shutterstock

Antes de colaborar com alguma organização, tenha claro o objetivo e o destino do dinheiro – ou seja, qual impacto o recurso terá na vida das pessoas favorecidas. “O ideal é que haja um diálogo honesto entre quem solicita e quem doa. Depois desse diálogo é que se estabelecem as bases para a imagem de marca, como contrapartidas ao apoio dado”, diz o presidente do Instituto Doar, Marcelo Estraviz.

Para obter desconto no IR, é preciso contribuir com iniciativas inscritas em algum fundo público, como Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumcad), Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) ou o Programa Nacional de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiências (Pronas). “Basta fazer a doação, pegar um recibo e, depois, declarar no imposto de renda para ter o abatimento. É muito fácil”, afirma o administrador público Michel Freller, fundador da Criando, consultoria especializada em organizações da sociedade civil. Há um limite para a dedução, de 1% do imposto devido.

Essa vantagem, porém, só valem para empreendimentos que trabalham sob o regime tributário de lucro real. “Pode-se mudar o regime tributário, mas a declaração pelo lucro real é mais burocrática e às vezes significa pagar mais”, alerta Freller. Para saber se vale a pena, consulte a tabela do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), disponível no link: http://migre.me/pDRyr.

Em geral, a doação é usada para estreitar ou melhorar o relacionamento com a comunidade do entorno. “Os projetos mais próximos aliam tanto a estratégia da doação como da vantagem competitiva da empresa. É bom apoiar iniciativas locais, onde estão, vivem e trabalham os clientes e funcionários”, comenta Estraviz. Mas essa não é uma regra. “Às vezes o apoio se dá porque o proprietário tem interesses mais pessoais. Se é pai de uma criança autista, por exemplo, apoiará naturalmente organizações que atuam nessa causa.”

 

Fonte: PrimaPagina
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