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Após falir com assalto, empresário fatura R$ 154 mi em 2013

Wilson Giustino deu a volta por cima ao transformar o Cebrac em uma das maiores redes de franquias de educação do Brasil

28 out 2014
08h00
atualizado às 19h04
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O que você faria se tivesse uma dívida de R$ 1 milhão? Pois foi justamente diante deste dilema que Wilson Giustino se viu após montar seu primeiro negócio e contrair uma enorme dívida por conta de um assalto. Porém, o empreendedor deu a volta por cima. Passados mais de 30 anos, hoje ele é dono de uma das maiores redes de franquias de educação do Brasil, tendo faturado R$ 154 milhões apenas em 2013, um crescimento de 38% em relação ao ano anterior.

Wilson Giustino chegou a dever R$ 1 milhão após sua empresa sofrer um assalto, e teve de recomeçar do zero
Wilson Giustino chegou a dever R$ 1 milhão após sua empresa sofrer um assalto, e teve de recomeçar do zero
Foto: Divulgação

A paixão de Wilson pelo trabalho começou cedo. Aos 12 anos, ele já gostava de não depender de ninguém para ter as suas coisas. Assim, quando viu uma placa em uma indústria de calçados que oferecia uma vaga para um menor de idade, ele insistiu com o pai até que ele o acompanhasse até o local.

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“O dono viu o meu entusiasmo e me aceitou. No começo, ele me pagava para ser seu companheiro e acompanhá-lo nas entregas. Porém, eu queria ganhar mais e me ofereci para aprender a montar calçados. Em sete meses eu já estava trabalhando na linha de produção e ganhando o salário de um pai de família”, recorda.

Alguns anos depois, após trabalhar em uma loja de materiais elétricos, onde chegou à posição de gerente, o jovem começou a pensar em ter seu próprio negócio. “Sempre pensei em ser independente, não ter patrão e fazer o que eu achava que seria o certo. Como meu primo tinha uma joalheria, decidi montar uma pequena fábrica de joias para fornecer para ele”, afirma.

Ele deu a volta por cima com a criação da Cebrac, que oferece cursos profissionalizantes de informática. Hoje, o negócio fatura mais de R$ 150 milhões
Ele deu a volta por cima com a criação da Cebrac, que oferece cursos profissionalizantes de informática. Hoje, o negócio fatura mais de R$ 150 milhões
Foto: Divulgação
Dívida milionária
O negócio estava indo muito bem, até que Wilson foi surpreendido no horário do almoço por um grupo de assaltantes que o fizeram refém e levaram todo o seu estoque de ouro, além das peças que os clientes tinham deixado no local para reparos, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão.

“Fiquei em uma situação muito delicada, cheio de dívidas e sem condições de ressarcir, pois não tinha mais matérias-primas para trabalhar. Comecei a procurar emprego no jornal para recomeçar, e encontrei um anúncio de uma empresa que precisava de divulgadores de cursos de informática. Era 1981, não existia quase nada deste tipo no Brasil”, lembra.

Wilson começou visitando comércios e empresas para captar alunos, e conseguiu bons resultados. A situação ficou ainda melhor com o começo do ano letivo, quando ele passou a apresentar os cursos em escolas estaduais. Com este trabalho, ele conseguiu cultivar uma boa amizade com seu patrão, e depois de um tempo pediu sua ajuda para montar o próprio negócio, pois ainda estava endividado.

“Ele me emprestou dinheiro e me apresentou os lugares onde comprava seus computadores. Eu arrisquei tudo nisso, mas sabia que o sucesso era certo, porque eu conhecia bem o potencial da área”, afirma.

Antes de se tornar um empreendedor, Wilson chegou a trabalhar como aprendiz de sapateiro e em uma loja de materiais elétricos
Antes de se tornar um empreendedor, Wilson chegou a trabalhar como aprendiz de sapateiro e em uma loja de materiais elétricos
Foto: Divulgação
Volta por cima
Nascia assim o Centro de Informática Caldense, na cidade de Poços de Caldas (MG). Em pouco tempo, o empreendedor conseguiu recuperar o investimento que fez para montar o negócio, e passou a abrir novas unidades, até que conseguiu saldar toda a dívida do assalto à joalheria. A estabilidade, no entanto, durou pouco. Em 1995 ele começou a perceber que o mercado de informática estava ficando saturado e voltou a buscar uma maneira de contornar mais essa dificuldade.

“Comecei a pensar em fazer algo mais atrativo, voltado para o mercado de trabalho. Então criei um curso de contabilidade e secretaria informatizado. Foi um sucesso enorme, em menos de um mês ele teve mais de mil inscritos. Então remodelei todas as minhas outras unidades para ter este caráter profissionalizante e mudei o nome da empresa para Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos)”, explica.

O rápido sucesso do negócio levou alguns professores a procurarem Wilson para ter sua própria unidade do Cebrac. O empresário aceitou, e inicialmente foram abertas duas novas escolas licenciadas, uma em Maringá (PR) e outra em Botucatu (SP), que também deram grande retorno. Como a quantidade de interessados em fazer parte do negócio era grande, Wilson resolveu criar um modelo de franquias.

Além disso, ele aproveitou a experiência dos seus dois primeiros parceiros licenciados, e os chamou para serem sócios. Um deles passou a cuidar da parte educacional, e outro da captação de alunos. Hoje, a rede conta com mais de 150 unidades, em 24 estados do Brasil. São 12 mil pessoas trabalhando para atender 70 mil alunos.

“Nosso maior diferencial é a seriedade com que trabalhamos com nosso aluno. Sempre procuramos dar mais do que ele espera, e fazemos um grande esforço de indicação para o mercado. Cada uma de nossas unidades conta com uma agenda de empregos e faz um trabalho com empresas e comércios locais”, finaliza.

Fonte: PrimaPagina

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