2 eventos ao vivo

UE anuncia aumento da ajuda econômica ao Chifre da África

23 jul 2011
15h58

<br/>A União Europeia (UE) anunciou neste sábado um aumento da ajuda econômica destinada às vítimas da seca e da fome no Chifre da África (nordeste) e pediu ao resto da comunidade internacional que "atue rapidamente" para reverter a "situação dramática" na região.<br/><br/><br /><br />Durante uma visita ao campo queniano de refugiados de Dadaab (leste), o maior do mundo, a comissária europeia de Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, disse que a Comissão Europeia (órgão executico da UE) destinará 27,8 milhões de euros a mais para "aliviar o sofrimento" das vítimas da seca.<br/><br/><br /><br />Ela assegurou que a Comissão Europeia está mobilizando outros 60 milhões de euros para tentar acabar com a "situação dramática" do Chifre da África, o que, somado aos 70 milhões de euros já destinados à região neste ano, elevaria o total para quase 158 milhões de euros.<br/><br/><br /><br />Perguntada sobre a contribuição econômica ao Chifre da África de países emergentes como China, Brasil e Rússia, e de países ricos do Golfo Pérsico, Georgieva mostrou-se taxativa e disse que "a riqueza envolve responsabilidade".<br/><br/><br /><br />"É preciso se movimentar rapidamente", ressaltou a comissária nos arredores de um dos três campos que compõem o Dadaab, onde estão assentados milhares de refugiados. Ela afirmou que "a solução é investir em desenvolvimento sustentável, porque esta não vai ser a última seca que afeta a região".<br/><br/><br /><br />Georgieva louvou a "resistência incrível" dos somalis que, segundo ela, caminham durante dias ou inclusive semanas para fugir da complicada situação de seu país, mas ressaltou que é preciso "um esforço imenso para ajudá-los".<br/><br/><br /><br />Além disso, a política afirmou que se está conseguindo distribuir ajuda na Somália, apesar da recente advertência do grupo radical islâmico somali Al Shabab, vinculado à rede terrorista Al Qaeda, na qual reafirmou seu veto ao acesso de organizações humanitárias da ONU aos territórios sob seu controle. "Al Shabab não é um grupo compacto. Há regiões nas quais os líderes locais permitem a chegada de ajuda humanitária", afirmou.<br/><br/><br /><br />Georgieva visitou neste sábado dois dos três campos que formam o acampamento de Dadaab, com capacidade para 90 mil pessoas, mas que atualmente acolhe cerca de 400 mil refugiados, número que aumenta em cerca de 1,3 mil pessoas por dia que fogem da seca e do conflito na Somália. Durante a visita, ela conheceu também a extensão do campo de Ifo, com capacidade para cerca de 80 mil pessoas, mas que está fechado à espera de o Governo do Quênia autorizar sua abertura definitiva.<br/><br/><br /><br />Georgieva viajará no domingo ao sul da Somália e, nos próximos dias, à localidade queniana de Moyale (norte), na fronteira com a Etiópia, para visitar algumas das regiões mais afetadas pela seca. Na terça-feira passada, a ONU declarou crise de fome em duas regiões do sul da Somália - Bakool e Baixa Shabelle -, algo inédito nesse país em duas décadas, e pediu US$ 300 milhões à comunidade internacional para "salvar vidas".<br/><br/><br /><br />As Nações Unidas qualificaram a atual seca que castiga o Chifre da África como a pior dos últimos 60 anos na região e asseguram que seus devastadores efeitos puseram em situação crítica cerca de 11 milhões de habitantes. No entanto, a ONU não prevê que a crise de fome se estenda além da Somália, apesar da grave crise alimentar no sul da Etiópia e no norte do Quênia.<br/><br/>

Fonte: Invertia Invertia
publicidade