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Deficiente busca universidade depois de conseguir emprego

7 jul 2011
16h30
Marina Pita
Direto de São Paulo

Muitas vezes, conseguir um emprego é apenas um primeiro impulso para o avanço profissional de pessoas com deficiência. Não são raros os casos de pessoas que, depois de conseguir alguma colocação no mercado de trabalho, vão buscar um curso superior para seguir crescendo profissionalmente. Este é o caso de Priscila Nascimento Machado, operadora de crédito do banco Santander e cujo ombro tem mobilidade reduzida por conta de um pino, fruto de acidente.

Há quatro anos em São Paulo, a baiana conseguiu o primeiro emprego como professora em uma escola infantil. Em setembro, passou no processo seletivo do banco. Agora, cursa a faculdade de direito e sonha advogada, para continuar crescendo profissionalmente.

"Gosto muito da área do direito, entender as leis", diz. A primeira lei que ela aprova é a obrigatoriedade de empresas com mais de cem funcionários de contratarem pessoas com deficiência. "Tenho certeza que sem a lei de cotas seria mais difícil conseguir emprego."

Priscila é uma das 500 pessoas com deficiência que ingressaram no Santander recentemente. Ao todo o banco tem 2,5 mil pessoas com deficiência em sua folha de pagamento, o equivalente a 5% do quadro total de 500 funcionários. Com a conclusão de mais um curso de formação para preparar esse público para a realidade financeira, o banco pretende superar o porcentual exigido por lei.

Segundo Marco André da Silva, diretor de recursos humanos do Santander, a instituição agora está buscando aumentar o número de pessoas com deficiência contratadas fora de São Paulo, em cidades como Marília e São José do Rio Preto. "Estamos contratando em cidades menores, mas de economia forte, para comporem o quadro em nossa rede de agências."

Fonte: Especial para Terra
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