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Saque da poupança faz bancos subirem juros para casa própria

26 abr 2016
11h49
atualizado às 11h54
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A continuidade dos saques das contas poupança têm obrigado os principais bancos brasileiros a reajustar para cima os juros cobrados para o financiamento imobiliário, mostra uma análise publicada nesta terça-feira (26) pelo banco BTG Pactual.

Apenas no primeiro trimestre do ano, os saques líquidos somaram R$ 24,050 bilhões, sendo saldo negativo de R$ 21,441 bilhões via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de R$ 2,609 bilhões da poupança rural
Apenas no primeiro trimestre do ano, os saques líquidos somaram R$ 24,050 bilhões, sendo saldo negativo de R$ 21,441 bilhões via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de R$ 2,609 bilhões da poupança rural
Foto: Shutterstock

Apenas no primeiro trimestre do ano, os saques líquidos somaram R$ 24,050 bilhões, sendo saldo negativo de R$ 21,441 bilhões via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de R$ 2,609 bilhões da poupança rural. Em março, a saída ficou em R$ 5,380 bilhões, segundo pior desempenho para o mês na série histórica iniciada em 1995. 

Segundo as simulações do BTG Pactual, o Banco do Brasil aumentou o juro em 20 pontos-base, enquanto o Santander elevou a própria taxa em 50 pontos-base.

“Após esses movimentos, o BB e o Santander agora estão cobrando as taxas mais elevadas dos bancos analisadas por nós (TR+11,5% ao ano), seguido do Itaú (TR +11,1%), Bradesco (TR +11%) e Caixa (TR +10,7%)”, avalia o analista Gustavo Cambauva.

Cambauva ressalta que o crédito mais caro para os clientes é uma das principais razões para as fracas vendas de imóveis no Brasil e o número alto de cancelamentos. “E, desde que não esperamos uma reversão dessa tendência, mantemos a nossa visão cautelosa para as construtoras e corretoras imobiliárias”, afirma.

 

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