Economia

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14 de novembro de 2012 • 07h36 • atualizado às 10h23

Saiba como alugar sua casa de veraneio sem dor de cabeça

A forma mais segura de alugar um imóvel é fazendo um contrato formal, que deve conter todos os direitos e deveres de ambas as partes
Foto: Kzenon / Shutterstock
 

Com a chegada do verão e das férias aumenta a procura por casas de veraneio, mas o clima de festa e descontração não deve desviar a atenção de locadores e locatários de alguns cuidados básicos que devem ser tomados nesse tipo de negociação. Medidas simples podem evitar muitos mal entendidos e dores de cabeça no futuro.



Existem três formas comuns de alugar um imóvel: pela internet, pela imobiliária ou direto com o proprietário. Em qualquer uma delas, uma questão é fundamental: o tipo de contrato entre as partes, que pode ser formal ou informal.



Para Nicholas Spitzman, presidente do site Alugue Temporada (www.aluguetemporada.com.br), o contrato formal é a melhor opção, tanto para o locador quanto para o locatário. Isso porque o documento deixa claro, desde o início, os direitos e deveres de cada uma das partes.



"É nesse contrato formal que tudo deverá vir especificado. Ali é possível incluir um inventário do que a casa oferece e o valor da taxa de limpeza. Não dá para achar que o viajante leu o anúncio inteiro, por exemplo, tem que especificar tudo em um contrato", explica Spitzman.



O advogado Isaac de Moura Florêncio, 51 anos, teve experiências desagradáveis quando alugava seu sítio em Mairiporã, no interior de São Paulo, na base do boca a boca. "Era mais difícil cobrar os deveres do locatário. Percebemos que depois que começamos a fazer um contrato a pessoa que o assinava passava a controlar o comportamento do grupo, afinal, se algo acontecesse, ele seria responsabilizado", explica o advogado.



Florêncio conta que certa vez um locatário danificou um vaso da área externa que valia R$ 2 mil. Ele afirma que só conseguiu um acordo quando executou o contrato e o responsável recebeu uma intimação. "Ele se assustou. As pessoas tendem a achar que o contrato não é sério, mas é. O boca a boca também é válido, mas fica mais difícil de provar alguma coisa", diz Florêncio.



Informalidade: prós e contras

Apesar das garantias que um contrato formal traz, há quem prefira a informalidade. Para o comerciante Thiago Galvão Silika, 32 anos, que aluga uma pequena casa em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, há mais de 10 anos, o contrato boca a boca tem suas vantagens. "A gente já se sente responsável quando aluga um imóvel que não é nosso, por isso não acho completamente necessário um contrato, apesar de ter um. No contrato informal é possível negociar um preço melhor", diz Silika.



Nicholas Spitzman, no entanto, lembra que os riscos envolvidos em um acordo informal podem superar as vantagens. A falta de um acerto formal pode embutir no preço do aluguel a chamada taxa de reserva, que o locatário paga para garantir o aluguel do imóvel, principalmente em datas como o réveillon e o carnaval. Assim, "os dois lados se comprometem e ninguém fica no prejuízo. Se o locador deixa de alugar, o locatário perde as férias, e se o locatário não comparecer, o locador perde o dinheiro do aluguel", explica Spitzman.



O presidente do site Alugue Temporada também defende que o contrato formal beneficia não só o locador, mas também o locatário, pois define as regras que devem ser respeitadas no imóvel, o que evita prejuízos no futuro.



Atenção na hora de alugar

E não é só o proprietário do imóvel que precisa se precaver antes de alugar. Nicholas Spitzman alerta que, como muitas vezes a negociação é feita por e-mail, o interessado deve ligar e tirar todas as dúvidas com o proprietário, para não correr o risco de cair em algum golpe.



"O interessado também tem que pedir o máximo de fotos possível, principalmente uma de cada ambiente, assim fica mais fácil entender o que se está alugando", explica o presidente do site Alugue Temporada.



Fazer o negócio diretamente com uma imobiliária também pode dar mais segurança para quem está procurando. "Temos responsabilidade sobre a relação entre o locador e o locatário. Trazemos uma segurança a mais. Nós ajudamos o viajante a entender as cláusulas do contrato padrão, evitando dúvidas e maus negócios", afirma o agente imobiliário Célio de Freitas, 58, da Atlântica Imóveis, que atua há mais de 20 anos em Ubatuba.



Veja algumas dicas do site AlugueTemporada para locadores e locatários:



Faça um contrato

Sempre que possível recomendamos a assinatura de um contrato de locação por ambas as partes. O contrato é importante para que tanto o proprietário quanto o viajante fiquem seguros e conheçam os detalhes da negociação.



Atenção às regras

É importante que o viajante leia e entenda todas as regras do proprietário e cheque como é feito o pagamento, além de analisar o contrato antes de fechar o negócio. É interessante também avaliar a localização do imóvel e guardar as fotos da propriedade, por precaução. No caso de aluguel por site, é também muito importante verificar os comentários dos usuários que já utilizaram aquele imóvel, para saber se as fotos correspondem de fato ao lugar, se o proprietário é confiável, se a casa é limpa, etc.



Seguir o que foi negociado

Cada negociação possui características diferentes, portanto, o viajante deve se basear no contrato que receberá do proprietário do imóvel. O viajante deve seguir o que foi negociado e assinado no contrato, seja na realização dos pagamentos nas datas estipuladas, seja em relação às regras de cada imóvel (capacidade máxima, permissão de animais, limpeza, etc). Por outro lado, o proprietário também deve seguir o mesmo contrato, oferecendo ao viajante todas as características descritas no anúncio e no contrato.



De olho nas imagens do imóvel

O risco que normalmente preocupa os viajantes é que o imóvel não seja como o descrito no anúncio. Por isso, sempre peça para ver fotos da propriedade.



De olho no perfil do locatário

A melhor maneira de proteger a propriedade é conhecendo seus hóspedes antes deles chegarem. Apesar do e-mail ser uma forma de comunicação mais conveniente, é indicado que os proprietários sempre conversem com seus potenciais hóspedes antes de confirmarem as reservas. Isso permite conhecer melhor quem vai ficar no imóvel e informa-lo das regras da casa.

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