A classe média brasileira está bastante otimista em relação ao futuro próximo. A previsão de dias melhores é ainda mais presente entre os 40 milhões de pessoas que ascenderam de classe socioeconômica nos últimos anos. Ou seja, aquela parcela da população que saiu da baixa renda recentemente e a qual nós chamamos de ‘nova classe média’.
As razões para essa sensação de otimismo estão relacionadas basicamente ao ingresso de grande contingente desse público no mercado de trabalho formal, aumento da renda e acesso às linhas de empréstimo do sistema bancário. Com a vida melhor e depois de ter aprendido a utilizar o crédito na prática, passando inclusive por momentos de descontrole financeiro, as perspectivas da classe média para 2013 são muito boas.
Em pesquisa recente identificamos a classe média confiante na melhoria da vida em geral. Oito em cada dez pessoas acham que chegarão ao final desse ano com mais dinheiro no bolso e menos dívidas, com uma saúde melhor, além de relações amorosas e profissionais mais satisfatórias. O bairro, a cidade e o país também devem melhorar nos próximos meses, para mais de 70% dos brasileiros de classe média.
Além de tida como forma de entretenimento para a Classe Média, a TV é uma estratégia para manter a família unida e os filhos mais tempo dentro de casa. As saídas de fim de semana ao cinema, que demandavam condução ou gasolina, cinema, pipoca e jantar para toda família, foram equilibradas com a mensalidade da TV paga, que representa quase metade da diversão coletiva e oferece uma infinidade de opções de filmes dublados e garante a diversão familiar. No Brasil, estes consumidores já representam quatro em cada dez dos que possuem TV paga.
E são eles que adoram um filme estrangeiro, mas detestam legendas. A grande maioria sempre opta pelas versões dubladas. Portanto, na hora de procurar o melhor pacote de TV, com certeza levará este fator em consideração. O custo benefício é primordial para esta camada populacional que é exigente e sabe o que é melhor para sua família. Ele não vai escolher apenas pelo preço, vai escolher pelo conteúdo de interesse e quantidade de programações.
O número de universitários no Brasil cresceu bastante nos últimos dez anos. Se em 2002, havia 3,5 milhões de estudantes matriculados em instituições de ensino superior, públicas e privadas, esse ano encontramos 6,2 milhões. Entre as causas desse aumento estão, desde a ampliação das vagas disponíveis em universidades mantidas pelos governos até a oferta de linhas de crédito para o pagamento das mensalidades em instituições particulares.
Porém, o que merece destaque no estudo denominado “Dossiê Universitário”, do Data Popular, é o desejo dos brasileiros por qualificação. Os números mais emblemáticos referem-se à composição, por faixas etárias, dos matriculados nas universidades brasileiras. No período, houve uma expansão do percentual de estudantes com mais de 23 anos sob o total. Boa parte deles, inclusive, trabalhando.
Outro dado importante na pesquisa é o que mostra o interesse dos universitários pelo empreendedorismo: cinco em cada dez afirmam pretender abrir um negócio próprio.

A falta de vagas em unidades públicas de creche é uma realidade em todo o país. Com o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho, tal carência se amplia rapidamente, em especial entre as camadas socioeconômicas mais baixas.
Pesquisa realizada pelo Data Popular em parceria com o instituto SOS Corpo, revela que a necessidade de vagas em creches é uma das principais demandas das mulheres ao poder público.
Em nove regiões metropolitanas e no Distrito Federal, 45% das trabalhadoras não tem ajuda para cuidar dos filhos. Entre todas as entrevistadas, independente se estou ou não no mercado de trabalho, 34% indicam a dificuldade de se encontrar uma vaga em creches como o principal problema para as trabalhadoras.
O que fica evidente com os resultados da pesquisa é que para a promoção da autonomia econômica e liberação do tempo no dia a dia das mulheres, deve-se existir uma cobertura universal de creches públicas, com horário de funcionamento integral, compatível com a realidade delas hoje no mercado de trabalho. Também é fundamental que essas unidades estejam próximas ao local de moradia. E creches de qualidade, que garantam o pleno desenvolvimento educacional de seus filhos e filhas.
Uma das mais emblemáticas constatações reveladas pelo estudo "Para entender o Novo Brasil – Dimensões da Classe Média Brasileira" foi o do tamanho do consumo, de produtos e serviços, realizado anualmente por esse público.
Caso fosse um país, uma denominada "Nação Classe Média do Brasil" figuraria em um honroso 18º posto entre os mais ricos do mundo.
Com os seus mais de R$ 1 trilhão em consumo em 2012, essa fatia socioeconômica pertenceria portanto, ao G20 mundial.