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14 de julho de 2013 • 07h11 • atualizado em 04 de Dezembro de 2013 às 17h55

Real é a moeda mais valorizada do mundo pelo índice Big Mac

 

Embora o real tenha se desvalorizado 11% em relação ao dólar este ano, a moeda brasileira ainda está supervalorizada quando comparada à moeda dos Estados Unidos. Mais precisamente, é a moeda mais valorizada ante ao dólar dentro de um estudo com outras 47 moedas. Isto é o que diz o índice Big Mac, produzido pela revista britânica The Economist e publicado nesta semana.

O critério para chegar-se à conclusão leva em conta o parâmetro da paridade de poder de compra. A revista não somente transforma em dólar o preço do sanduíche no Brasil e calcula quando mais caro ele está em relação ao Big Mac nos EUA, mas também divide esse valor pelo Produto Interno Bruto per capita do país para fazer a comparação. Isto dá uma medida mais precisa de quanto os consumidores de um país estão pagando a mais por um produto que em outras nações.

No caso do indicador de julho deste ano, o real está 71% mais valorizado do que o dólar americano, seguido pelas moedas da Colômbia (57%), Turquia (45%) e Argentina (29%).

Na outra ponta do ranking, os consumidores que pagam mais barato pelo Big Mac são os de Hong Kong (moeda desvalorizada em 44%), Índia (42%) e África do Sul (36%).

Desde a primeira divulgação do primeiro índice ajustado com o conceito de paridade de compra, em julho de 2011, o real sempre esteve entre as moedas mais supervalorizadas do estudo (foi a mais valorizada em 4 rankings e a terceira mais valorizada em um ranking).

Mesmo com a desvalorização do real nos últimos seis meses, com o aumento do preço do sanduíche no Brasil (passou de R$ 11,25 em janeiro deste ano para R$ 12 em julho) a sobrevalorização do real aumentou. Em janeiro, a moeda brasileira estava 57% mais valorizada que o dólar, contra os 71% atuais.

A Economist diz que seu índice Big Mac, criado em 1986, nunca tentou ser um indicador preciso de alinhamento de taxas de câmbio, embora seja citado em trabalhos acadêmicos. Por essa razão, a revista começou a publicar o indicador ajustado pela paridade de poder de compra, um método mais preciso.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/economia/infograficos/bigmac/" href="http://www.terra.com.br/economia/infograficos/bigmac/">Índice Big Mac</a>
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