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Prioridades são controle da inflação e empregos, diz Mantega

Ministro buscou reforçar o compromisso do governo petista com o tripé macroeconômico composto por superávit primário, meta de inflação e câmbio flutuante

27 out 2014
14h47
atualizado às 14h48
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que o governo tem comprometimento com os fundamentos da economia brasileira e em fortalecer os compromissos fiscais. Em rápida entrevista coletiva, o ministro disse ainda que a prioridade nos próximos quatro anos é o controle da inflação, além de manter a geração de emprego.

<p>"Essa pergunta tem que ser feita à presidente", disse Mantega sobre o nome que irá substituí-lo no Ministério da Fazenda</p>
"Essa pergunta tem que ser feita à presidente", disse Mantega sobre o nome que irá substituí-lo no Ministério da Fazenda
Foto: Chico Ferreira (BRAZIL - Tags: BUSINESS POLITICS ELECTIONS) / Reuters

Mantega - que vai deixar a pasta a partir de janeiro, como já havia dito a presidente reeleita Dilma Rousseff - voltou a afirmar que a economia mundial ainda não melhorou plenamente.

O ministro também disse que um eventual projeto de independência do Banco Central "não faz o menor sentido". Ele afirmou que este não é o momento de anunciar mais medidas de estímulos econômicos, e que elas não estão finalizadas.

Superávit primário
Mantega disse que o governo fará a melhor meta fiscal possível este ano e buscará um esforço maior em 2015, afirmando ainda que a política macroeconômica do governo da presidente reeleita será mantida e reforçada.

"Em 2014, vamos nos empenhar para fazer a melhor meta possível de fiscal e já temos que olhar para o próximo ano (...) Temos que fazer um esforço fiscal maior no próximo ano e manter assim para os próximos."

O governo enfrenta grande dificuldade em cumprir a meta de superávit primário de R$ 99 bilhões deste ano, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). De janeiro a agosto, a economia para o pagamento de juros da dívida pública ficou em apenas 0,94% do PIB, evidenciando a dificuldade do governo em cumprir o alvo.

No dia seguinte à eleição presidencial, Mantega buscou reforçar o compromisso do governo petista com o tripé macroeconômico composto por superávit primário, meta de inflação e câmbio flutuante.

Substituição na Fazenda
Ao mencionar esse compromisso, o ministro que vai deixar o governo foi indagado sobre qual nome para ocupar a Fazenda reuniria as credenciais capazes de ajudar a recuperar a confiança de empresários e investidores na economia brasileira.

"Essa pergunta tem que ser feita à presidente. Na verdade estou aqui apresentando as políticas, porque para além dos nomes existem as políticas", disse Mantega.

"A prioridade significa fortalecer os fundamentos fiscais, manter um bom resultado fiscal para que a dívida pública fique sob controle. A prioridade de manter a inflação sob controle, o compromisso de continuar gerando empregos e, portanto, manter o mercado interno em expansão."

Ele disse que a área econômica trabalha com uma agenda de medidas destinadas a melhorar a atividade econômica, mas não entrou em detalhes sobre o que será feito, restringindo-se a dizer que há muito a ser feito até o término do ano.

Dilma foi reeleita no domingo com 51,6% dos votos válidos, contra 48,4% do candidato Aécio Neves (PSDB).

A presidente, que garantiu ao PT o quarto mandato consecutivo no governo federal, terá grandes desafios pela frente, como retomar o crescimento econômico, controlar mais efetivamente a inflação e reconquistar a confiança de empresários e investidores.

As declarações de Mantega nesta segunda vão de encontro ao discurso feito por Dilma após a vitória no domingo, embora ambos tenham evitado dar detalhes sobre o que será feito no front econômico e fiscal.

"Vamos dar mais impulso à atividade econômica em todos os setores, em especial no setor industrial", disse Dilma em pronunciamento a militante e aliados.

"Quero a parceria de todos os segmentos, setores, áreas produtivas e financeiras, nessa tarefa que é responsabilidade de cada um de nós brasileiros e brasileiras", afirmou a presidente, acrescentando que seguirá "combatendo com rigor a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal".

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