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Precisa de vídeo-currículo? Veja 10 dicas para preparar um

Modalidade é mais utilizada em seleções para setores criativos e profissionais jovens, como trainees

25 jul 2014
16h19
atualizado em 29/7/2014 às 08h14
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Comum nos Estados Unidos, o vídeo-currículo ainda engatinha nos processos de seleção no Brasil. A modalidade, no entanto, já tem sido utilizada no País em áreas de trabalho que requerem profissionais criativos, como comunicação, em seleção de vagas para jovens, como trainees, e em seleção de empresas ligadas ao setor de tecnologia, de acordo com especialistas em recrutamento.

<p>Especialistas dizem que o vídeo-currículo não substitui o currículo tradicional e a entrevista pessoal, mas sim serve como mais uma ferramenta no processo de seleção</p>
Especialistas dizem que o vídeo-currículo não substitui o currículo tradicional e a entrevista pessoal, mas sim serve como mais uma ferramenta no processo de seleção
Foto: Shutterstock

O objetivo do vídeo-currículo é mostrar ao recrutador quem é o candidato de uma maneira mais clara do que o descrito no papel. “O vídeo é como um trailer de quem é o candidato”, diz Erica Isomura, especialista em Recursos Humanos (RH) do site de recrutamento Vagas. “O principal ganho para o recrutador é ter na sua frente algo menos frio do que um papel.”

Essa modalidade de currículo não tem o objetivo de substituir outras etapas do processo de seleção – como o currículo tradicional e a entrevista. “O currículo em vídeo tende a ser, ao longo do tempo, uma ferramenta importante antes de decidir qual candidato convidar para uma etapa presencial [de seleção] ou até mesmo um complemento na análise do perfil do profissional”, afirma Roberto Cunha, diretor-executivo da Hiring, consultoria especializada em recrutamento e seleção de pessoas.

Cunha explica que em mercados como os Estados Unidos o vídeo-currículo tem o papel de aumentar a produtividade da empresa, diminuindo o tempo gasto num processo seletivo, e reduzir os custos com a seleção evitando viagens desnecessárias ou até mesmo contato com candidatos que não tenham o perfil desejado pela empresa.

Dependendo da área de trabalho, apresentar um vídeo-currículo pode ser um diferencial para o selecionador. “É uma grande tendência e pode ser considerado um diferencial muito interessante para o profissional que quer se destacar de forma criativa, mas ainda alinhada com os padrões do mercado de trabalho”, diz Angélica Nogueira, gerente de RH da Catho.

Confira dicas dos especialistas do Vagas, da Hiring e da Catho para ter um bom desempenho em frente à câmera:

Pesquisa
Já sabe o que vai dizer no vídeo, onde vai gravar e o que vestir? Tudo isso deve ser decidido após fazer uma ampla pesquisa sobre a empresa. O candidato deve conhecer o mercado de atuação dela e os seus concorrentes, bem como o momento atual da companhia.

Texto
Aparecer em frente à câmera lendo um papel está descartado. O candidato precisa instigar o selecionador a querer conhecê-lo. Uma dica é escrever um roteiro e se fazer as seguintes perguntas: “O que quero passar para o selecionador?” e “o que eu posso contar?”. Basicamente, o objetivo é instigar o selecionador a conhecê-lo.

Duração
Especialistas recomendam que o vídeo não tenha mais do que dois minutos. O ideal é que tenha cerca de um minuto. E fique atento: os segundo iniciais precisam ser interessantes, para que o recrutador mantenha a atenção ao vídeo.

Vestimenta
Antes de sair vestindo terno e gravata é bom conhecer a empresa a qual está concorrendo a uma vaga. O traje não pode fugir do contexto da empresa. Quando se decide fazer um vídeo-currículo, se quer passar um pouco de sua própria identidade. Portanto, não disfarce.

Tecnologia
Tenha cuidado com os aparelhos utilizados para filmagem. Verifique se a câmera (ou webcam) está funcionando direito e se a captação de áudio do microfone está adequada. Portanto, não deixe para a última hora e correr o risco de algo não funcionar como deveria.

Ambiente
O ambiente de gravação deve ser bem iluminado, silencioso e organizado. Certifique-se de que não haja distrações ao redor. O candidato precisa ser o centro das atenções.

Postura
Lembre-se de que a linguagem não verbal também transmite sinais sobre quem você é. Portanto, a postura em frente à câmera deve ser de confiança, sem se deixar intimidar pelo objeto, e com um tom de voz adequado.

Dificuldade com a câmera
Para quem se sentir incomodado em gravar um vídeo, especialistas recomendam que o candidato deve ter clareza sobre o que quer passar ao selecionador. Não tenha receio de treinar na frente do espelho e repetir até ficar bom. Se gravou e o vídeo não ficou bom, grave de novo. Treine o que vai dizer até que realmente se torne espontâneo.

Vale a pena fazer um vídeo-currículo mesmo se a empresa não pedir?
É bom ir com calma. Uma empresa muito tradicional pode não gostar da iniciativa. Primeiramente, o vídeo precisa ser bem feito para não ter um efeito contrário ao desejado. Sobretudo, o candidato deve entender se a empresa está aberta a essa modalidade. Nunca é tarde lembrar que esse tipo de currículo ainda busca o seu espaço no Brasil.

Erros que podem custar uma vaga
Um currículo com erros de gramática já é ruim. Um vídeo-currículo com o candidato falando de maneira errada pode ser pior. Expressões confusas também podem custar caro. A comunicação no vídeo deve ser precisa. Também é bom não aparecer nervoso ou usar frases prontas. E tenha cuidado com a postura corporal e a qualidade da gravação.

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Fonte: Terra

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