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Prato indonésio gera lucros para empreendedora de Brasília

4 out 2012
08h10
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Há seis anos, a empreendedora Ana Cristina Neves, que possui formação em Pedagogia, começou a pesquisar sobre o tempeh, prato típico da Indonésia que é feito a partir do grão de soja. Partindo do consumo familiar, ela viu que o alimento também poderia ser uma fonte de renda. "Percebi que tinha um negócio nas mãos depois que um restaurante que encomendou 3 quilos, passou a pedir, dois meses depois, 20 quilos por semana", conta.

Há seis anos, a empreendedora Ana Cristina Neves começou a pesquisar sobre o tempeh, prato típico da Indonésia que é feito a partir do grão de soja. Partindo do consumo familiar, ela viu que o alimento também poderia ser uma fonte de renda
Há seis anos, a empreendedora Ana Cristina Neves começou a pesquisar sobre o tempeh, prato típico da Indonésia que é feito a partir do grão de soja. Partindo do consumo familiar, ela viu que o alimento também poderia ser uma fonte de renda
Foto: Vinicius Loures/BG Press / Divulgação



Assim, há quatro anos nasceu a empresa Nutri Vitta Produtos Naturais. Do cozimento em panela de pressão, Ana montou uma pequena cozinha industrial para preparar o tempeh. Atualmente, a empresa comercializa 300 quilos do produto por mês e vende para 20 clientes em Brasília. O tempeh é vendido congelado na forma "tradicional" e também como molho de uma lasanha pronta. Ana afirma que ele pode ser frito, assado e colocado em outros pratos. "Existem muitas possibilidades".

A empreendedora conheceu o tempeh depois que uma amiga trouxe o produto dos Estados Unidos. "Meu pai é médico e sua família é vegetariana, já tinha ouvido falar do produto", diz.

Além disso, alguns familiares da empreendedora desenvolveram anemia e outros problemas de saúde. "A principio, aprendi a fazer o tempeh porque ele é um alimento com alto teor de nutrientes e, com isso, conseguia complementar de maneira saudável a alimentação da família", diz.

Em 2011, a Nutri Vitta faturou R$ 120 mil. Para esse ano, a meta é chegar a R$ 150 mil. "Ampliamos o número de clientes e passamos a vender mais para os que já tínhamos", explica Ana. Em 2013, a empreendedora pretende também lançar para o mercado o hambúrguer de tempeh. O quilo do tempeh custa R$ 32 ¿ mas esse valor pode diminuir conforme o cliente aumenta o volume de compras.

Desafios
Depois que decidiu transformar o tempeh em negócio, Ana contou com a ajuda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Brasília (UnB) para desenvolver o fungo que fermenta o grão de soja e então a transforma em tempeh.

Em seguida, precisou investir em maquinário, tanto para a cozinha industrial - que tem de atender às normas da vigilância sanitária -, quanto para o laboratório que montou para reproduzir o fungo. "Precisei estudar e pesquisar muito para entender sobre tecnologia de alimentos. Hoje, tenho um doutor em micologia que cuida do laboratório", conta Ana.

Segundo a empreendedora, tornar o tempeh conhecido foi outro desafio. "Nossa meta é explicar para as pessoas que não são somente os vegetarianos que podem consumir, e gostar, do tempeh. Ele é um alimento rico em proteínas e o objetivo não é que substitua a carne, mas sim que seja um complemento", explica. A divulgação da empresa é feita por meio do boca a boca, pela distribuição de folhetos e contato com nutricionais.













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