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Pirelli para produção em Santo André e demite 121 empregados

Mais 2.100 funcionários vão entrar em férias coletivas a partir desta sexta-feira e mais de 430 ficarão com o contrato de trabalho suspenso

24 jul 2015
18h47
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A empresa Pirelli informou que irá paralisar toda a produção na unidade de Santo André, onde são fabricados pneus de caminhões e tratores. Segundo a empresa, foram encerrados 121 contratos de funcionários, e mais 2.100 empregados vão entrar em férias coletivas a partir de hoje (24) – até o dia 14 de agosto. Mais 430 trabalhadores permanecerão em layoff (com o contrato de trabalho suspenso).

A produção de pneus para carros e moto continuará em outras unidades do país e a de pneus convencionais para caminhões será reduzida, "de acordo com o andamento do mercado".

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A Pirelli informou, em nota, que as medidas foram tomadas visando à adequar o nível de produção à demanda atual e futura do mercado, “frente ao cenário econômico nacional e ao agravamento do andamento negativo do setor automotivo, especialmente nos segmentos de caminhões – que teve uma queda nas vendas de 45,2% - e de ônibus - que apresentou uma retração de 27,8% - no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2014”.

Segundo a empresa, 860 funcionários das unidades de Campinas (SP) e Gravataí (RS) continuarão em layoff até setembro. E a fabricante vai dar férias coletiva mais 430 funcionários em Gravataí, do setor de pneus radiais de caminhões e ônibus, do dia 27 de julho até 14 de agosto.

Questionada se haveria risco de a empresa deixar o Brasil, a Pirelli disse que está no país há 86 anos e quer se manter. No total, são mais de 12 mil funcionários.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Borracheiros da Grande São Paulo e Região (Sintrabor), Márcio Ferreira, disse que a empresa e o sindicato decidiram não colocar em negociação a aplicação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lançado pelo governo e que permite a redução da jornada de trabalho. De acordo com Ferreira, o plano é muito recente e há uma série de pré-requisitos a serem cumpridos pelos sindicatos e empresas, o que demandaria tempo. “Até lá, a crise já passou”, disse.

“É uma medida contraditória. É para defender o emprego, mas a empresa tem de comprovar que demitiu”, argumentou. O presidente do sindicato ressaltou que na negociação entre os trabalhadores e a Pirelli foi dada prioridade às medidas mais tradicionais, como o layoff e as férias coletivas.

Agência Brasil Agência Brasil

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