Economia

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07 de agosto de 2012 • 07h37 • atualizado às 11h42

Para driblar o inverno, sorveteria investe em novos produtos

A Casa do Sorvete Jundiá opera com três modelos de unidade: os quiosques (sempre em locais fechados, como supermercados e shoppings), as lojas express (para pontos acima de 20 m²) e as lojas com mais de 100 m² - ambas podem ser instaladas no comércio de rua ou em shoppings
Foto: Divulgação

Que o verão é a época em que as sorveterias fazem mais sucesso, não há dúvidas. Mas, mesmo em meses frios, é possível lucrar com o negócio. Para driblar a sazonalidade, a franquia Casa do Sorvete Jundiá investe na diversificação do mix de produtos. Neste inverno, a rede lançou sorvetes que têm sabores mais "quentes", como o de

cappuccino

e o de doce de leite. Além disso, faz parcerias com outras empresas para servir tortas e uma linha de chocolates que inclui bombons, barras e produtos sazonais, como ovos de Páscoa.



Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis) apontam que o consumo do produto cresceu 70,36%, em milhões de litros, entre 2003 e 2011. O desenvolvimento tecnológico, os estudos nutricionais e o maior investimento na criação de novos sabores e texturas feitos pelas empresas do ramo ajudam a explicar o aumento.



"Acredito que também está em curso uma mudança de paradigma quanto ao sorvete. As pessoas estão parando de achar que ele faz mal no frio e, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, ele cada vez mais é visto como algo que pode substituir uma refeição", opina Tatiane Barbosa, gerente operacional da marca.



Em 2012, a fábrica de sorvetes Jundiá completa 35 anos de operação. A decisão de apostar no

franchising

veio em 2009. Tatiane explica que antes disso já era comum sorveterias independentes comprarem os produtos e passarem a revendê-los em seus pontos comercias. "Mas não havia padronização. Às vezes, o consumidor nem se dava conta de que, de certa maneira, estava em uma sorveteria Jundiá. Por isso a ideia de franquear", explica.



A rede opera com três modelos de unidade: os quiosques (sempre em locais fechados, como supermercados e shoppings), as lojas

express

(para pontos acima de 20 m²) e as lojas com mais de 100 m² - ambas podem ser instaladas no comércio de rua ou em shoppings. Em 2011, a marca cresceu 180% em número de unidades. "Investimos em divulgação, inclusive com

merchandising

na televisão, e apostamos mais forte nos quiosques, que já era uma pedida dos franqueados por ter um investimento inicial mais baixo", diz Tatiane.



A Casa do Sorvete Jundiá possui 43 unidades e espera fechar o ano com 60. As novas lojas serão distribuídas por todo o País. Já estão em fase de implantação as lojas de Alta Floresta (MS), Curitiba e Lauro de Freitas (BA), por exemplo.



Para se tornar um franqueado da marca, não é preciso conhecimento prévio no setor, nem mesmo experiência em empreendedorismo. A rede trabalha tanto com o perfil de proprietário investidor, quanto do dono que está todo o tempo à frente da operação. "A maior dificuldade para os franqueados é saber lidar com o negócio em si. A maior parte dos que compõem a nossa rede é patrão de primeira viagem", afirma Tatiane.



Opinião do franqueado

Mesmo com 10 anos de atuação no setor de informática, Alberto da Silva Junior decidiu investir no

franchising

. Ele e mais dois sócios são proprietários de uma loja de 120 m² em Mauá, na Grande São Paulo. "Queria algo no setor de alimentação, que é o que mais cresce, e escolhi a Casa do Sorvete porque achei a operação mais simples", conta.



Apesar de garantir que no inverno o fluxo de pessoas diminui, Alberto afirma que a sorveteria é lucrativa. Para atrair os consumidores nesta época do ano, a unidade oferece chocolate quente e

fondue

de frutas com chocolate.



Mesmo sem ter completado um ano ainda - a loja foi aberta em maio -, o empresário conta que a unidade "já se paga". "Em média, nosso faturamento fica entre R$ 22 mil e R$ 23 mil", afirma.



Casa do Sorvete Jundiá em números
Setor:

Alimentação


Resumo do negócio:

rede de sorveterias, sobremesas e chocolates


Número de unidades:

43


Unidades próprias:

2


Unidades franqueadas:

41


Faturamento mensal médio:

de RS 28 mil a R$ 66 mil


Taxa de franquia:

de R$ 22,45 mil a R$ 39,99 mil, dependendo do porte da cidade


Taxa de propaganda:

2%


Taxa de royalties:

6% (após 60 dias de operação)


Capital para instalação:

de R$ 37,46 mil até 87,95 mil


Capital de giro:

de R$ 9,9 mil a R$ 41,3 mil


Prazo de retorno estimado:

de 10 a 20 meses


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