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Vendas de carros importados acima de R$ 150 mil crescem 30%

6 nov 2013
07h42
atualizado às 07h42
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A quantidade de milionários e bilionários cresce cada vez mais no Brasil. Essa nova classe de pessoas com muito dinheiro para gastar busca produtos e atendimentos diferenciados. No mercado de automóveis de luxo, não é diferente. Nos primeiros seis meses do ano, as vendas de carros importados acima de R$ 150 mil subiram 30% em comparação ao mesmo período de 2012. 

O Brasil foi apontado como o 11º país em população de HNWIs (High Net Worth Individual), ou seja, indivíduos com alta renda para investir, pelo estudo realizado pela Capegemini Consultoria. Segundo a revista Forbes, 1.426 brasileiros detêm pelo menos, US$ 1 bilhão de fortuna cada um. Somando a fortuna de todos o valor chega a 5,4 trilhões de dólares (R$ 10,6 trilhões) em 2013.

No geral, as vendas de veículos importados no Brasil caíram 23,2% no primeiro semestre, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Em contrapartida, o mercado de luxo cresce. De janeiro a julho, o XF Jaguar vendeu 121 modelos, um crescimento de 572% em comparação aos 18 vendidos no mesmo período do ano passado. No país, o modelo custa R$ 224.900.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), o carro importado mais vendido no Brasil neste ano - até agora - foi o Sportage da Kia. Até agosto, a marca vendeu 19.707 carros no total. A Kia tem primeiro lugar de vendas 27,89%, seguida por Jac Motors (16,40%) e BMW (11,08%). A Porsche foi a marca de luxo que mais cresceu no primeiro semestre do ano, vendendo 654 modelos, um crescimento de 140,4%.

O Evoque, da Land Rover, por exemplo, começa na faixa dos R$175.000, por aqui. Nos EUA o mesmo modelo sai pelos US$40 mil (R$ 88.080,00). O Jeep Unlimited Sport custa R$161.900, de acordo com o site oficial, no Brasil. O mesmo carro norte-americano sai por US$25.995 (R$58.389,97). O XF da Jaguar custa cerca de 39 mil euros (R$118.279,20) na Europa.

Além do imposto de importação, que pode ser nulo por acordos entre os governos, as montadoras brasileiras culpam a carga tributária pelo preço do veículo vendido aqui. No preço do carro estão inclusos a alíquota de importação, mais despesas aduaneiras, ICMS e PIS/Cofins, além das margens de lucro da importadora e da concessionária.  Os impostos chegam a 36,4% do valor do carro. 

Para o Gestor Institucional da MCF Consultoria, Guilherme Kosmann, é grande a parcela de pessoas que consome por aspiração, almejando marcas de prestígio e produtos diferenciados. Ele afirma que o grande impulsionador do segmento tem sido a classe média, que apresentou evolução nos últimos anos. 

“Poucos podem comprar um carro de R$ 500 mil, mas muitos podem comprar a linha secundária de produtos destas marcas, repleta de acessórios de valor mais acessível”, analisa. De acordo com a pesquisa realizada pela empresa de Consulturia, a projeção de faturamento para o setor é de R$ 23,5 bilhões, no Brasil.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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