Pessoa Fisica

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01 de maio de 2013 • 07h03

Veja dicas e cuidados ao se tornar um investidor de startup

O investidor em startups é conhecido como anjo e apoia o empreendedor com sua experiência e com ampla rede de contatos
Foto: Shutterstock
 

Embora as startups tenham surgido durante a bolha da internet, entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000, este mercado está em plena expansão no Brasil. Com uma nova forma de fazer negócios e geralmente ligado à tecnologia, este tipo de empresa está associado a ideias inovadoras e lucro alto, por isso atrai cada vez mais investidores. 

Entidade de assessoria ao setor, a Aceleradora apresenta uma definição mais específica do negócio: startups são modelos repetíveis e escaláveis. Ou seja, são empresas que podem entregar o mesmo produto diversas vezes e têm potencial para crescer cada vez mais, aumentando a receita, mas não necessariamente os custos.

Professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli indica que as startups têm prosperado no País pelas vantagens que apresentam. Uma delas é dispensar matérias-primas, ao contrário do que ocorre nas indústrias, por exemplo; e outra é não precisar se submeter a uma estrutura física, podendo utilizar exclusivamente a nuvem para se desenvolver. Conforme dados da StartupBase, há atualmente no Brasil 1.590 empresas desse tipo, e São Paulo é o Estado com o maior número delas: 319. 

Especialista em startups e fundador da Aceleradora, Yuri Gitahy explica que pessoas físicas podem investir nesse tipo de negócio da mesma forma como podem ser acionistas de qualquer outra empresa. Ele destaca que há duas possibilidades de investimento: como sócio-capitalista, que tem foco na distribuição de lucros futuros, com retorno em longo prazo; e investidor de risco, voltado ao crescimento rápido e à venda do seu percentual na empresa em curto período.

Quem são os anjos

Os investidores de startups são conhecidos como angels - na tradução do inglês, anjos. De acordo com o grupo Anjos do Brasil, eles comumente investem como pessoas físicas, mas é possível aplicar como pessoa jurídica, desde que seja com recursos e trabalhos próprios. O grupo indica ainda que este tipo de investidor costuma ter uma participação menor nos lucros e não possui posição executiva na empresa. Além de fornecer recursos financeiros, apoia o empreendedor com “conhecimento, experiência e relacionamento” - geralmente, é um empresário mais experiente e com uma ampla rede de contatos.

Gitahy indica que o investidor que está ingressando na área pode encontrar apoio e informações com o grupo e sugere a leitura de "Investidor-Anjo - Guia Prático para Empreendedores e Investidores", de Cássio A. Spina (Editora nVersos). Nele, estão listados os pontos inicias para quem quer partir para esta área. O especialista aponta que o principal risco ao investidor é não conhecer bem o negócio do qual vai participar. 

“Deve-se evitar projetos que são inovadores somente em aparência, as cópias de um modelo existente em um setor em que já há concorrência, empresas ou empreendedores que trazem um passivo que possa comprometer o investimento ou aqueles que demandam mais dinheiro do que a renda atual do investidor permite aplicar”, enumera. Para minimizar os riscos, especialmente quando o investidor esta começando a se interessar por este setor, o anjo deve pesquisar sobre o mercado de atuação da startup e atuar junto a outros investidores mais experientes para ganhar segurança.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra