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Para investir no exterior é preciso conhecer bem o mercado

23 set 2013
07h30
atualizado às 07h30
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Com as bolsas americanas em alta, investimentos no exterior ficam mais atrativos. Em 9 de setembro, a Nasdaq teve sua maior alta em 13 anos. De acordo com o presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, do ponto de vista de retorno, quem comprou ativos dolarizados nos últimos 12 meses teve um reforço nos lucros. Sem contar os rendimentos das ações em si, só a valorização da divisa já proporcionou ganhos a quem investiu em dólares.

No entanto, Benchimol acha arriscado fazer previsões quanto à manutenção desta valorização. De acordo com ele, tudo vai depender do crescimento da economia americana, cuja tendência é continuar a níveis positivos. Nesse caso, os juros também permanecerão elevados por lá, o que daria uma atratividade maior aos títulos de renda fixa americanos, valorizando moedas que estavam em baixa frente ao dólar, como o real.

Para o diretor da Easynvest, Amerson Magalhães, os índices realmente estão melhores no exterior, mas este não deve ser o único fator considerado ao planejar um investimento. “Não dá para decidir olhando só os índices, tem que analisar as empresas também, e aqui (no Brasil) tem algumas empresas com desempenho até melhor do que outras de fora, então não dá para dizer o que seria melhor”, afirma. No entanto, os dois especialistas consideram esta uma boa opção para diversificar a carteira de investimentos. “O cliente tem que ter uma carteira diversificada, e é prudente ter parte dos seus ativos desatrelados à economia brasileira”, opina Benchimol.

Como investir
As regras para investimentos no exterior são diferentes das nacionais. Para fazer investimentos em bolsas de ações internacionais, é preciso abrir conta em um banco estrangeiro e contratar uma corretora estrangeira. Segundo Magalhães, como o processo demanda investimento e envolve muita burocracia, acaba sendo proibitivo para o investidor comum. Já Benchimol não considera este tipo de investimento tão complicado, mas, para ele, é aconselhável apenas para alguém que tenha um certo patrimônio que queira preservar.

Para investir a partir do Brasil, as formas mais tradicionais autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são os fundos que aplicam em ativos do exterior ou a compra dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior. Mas Magalhães ressalta que, para algumas destas operações, é preciso ser um “investidor qualificado” - pessoas físicas ou empresas que possuam investimentos em valor igual ou superior a R$ 300 mil, ou instituições financeiras, seguradoras e fundos de pensão.

Segundo os especialistas, o melhor investimento depende do grau de risco que o investidor está disposto a correr. “Por isso um bom gestor conta muito neste tipo de investimento, é preciso conhecer bem o mercado, ou ter muita confiança no gestor”, avalia Magalhães.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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