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Expectativa de exportação de uvas para 2014 é favorável

20 dez 2013
07h17
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Os números de exportação da uva em 2014 serão mais favoráveis, afirma Cloves Ribeiro Neto, da Brazilian Fruit, um dos principais produtores mundiais de frutas. A expectativa, no entanto, não é de grandes aumentos de porcentagem em relação a 2013. “Será melhor porque os mercados compradores estão mais estáveis. O câmbio também está mais favorável”, diz o gerente de inteligência do mercado.

A exportação brasileira de uvas frescas apresentou, nesse ano, o menor valor desde 2006. De acordo com dados da Secretaria do Comércio Exterior (SECEX), até outubro de 2013, o Brasil exportou US$ 85,2 milhões. Uma queda de cerca de 13% em relação aos valores de 2012, até o mesmo mês, que eram de US$ 98,3 milhões. Em comparação com 2011, quando o número foi de US$ 120,2 milhões, o decréscimo é ainda maior: aproximadamente 29%.

Segundo Ribeiro Neto, os fatores que justificam quedas são os problemas climáticos – sobretudo no Vale do São Francisco, principal região exportadora –, a consequente queda de qualidade do produto, tarifas sobre os produtos brasileiros menores do que o estrangeiro e o alto valor final da uva, decorrente dos altos custos de produção. Além disso, outro fator “que não é bem negativo” é a atenção dada pela indústria ao mercado interno. “Hoje este mercado é aquecido por praticamente todas as empresas exportadoras. Isso absorve produção”, comenta.

Uma alternativa urgente, de acordo com o gerente, é a procura por novos mercados. “Atualmente, o mercado europeu representa cerca de 80% da exportação. Nós não temos opções, não temos como direcionar para outros mercados. Buscá-los deve ser prioridade”, ressalta. A necessidade também se justifica pela tendência, segundo Cloves, de países como Estados Unidos e Canadá começarem a desenvolver variedades da uva na mesma época que o Brasil, o que diminuiria as vendas para esses locais.

Derivados da uva
Por outro lado, o cenário já não é tão positivo em relação à exportação de derivados da uva no próximo ano. Para José Paulo da Silva e Silva, da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), o momento é delicado e haverá quebra de, aproximadamente, 7% da safra. “Os tanques estão cheios. As vinícolas estão com dificuldades para receber a safra”, afirma. Silva acredita que a concorrência de outros países com custos de produção menores inibem a competitividade da mercadoria brasileira para a venda para o exterior.

Silva ainda diz que a subvenção oferecida pelo governo para a política de escoamento de produção foi abaixo da esperada para a safra de 2014. A intervenção faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos e é utilizada pelo governo quando o valor de mercado está abaixo do mínimo para o produtor, R$ 0,57 por quilo de uva. Os valores foram de R$ 0,36 e R$ 0,38 por quilo de uva vinífera e híbrida/americana, respectivamente. A Fecovinho esperava R$ 0,72 para a híbrida/americana. Esse auxílio impactaria no valor final do produto, tornando-o mais competitivo no mercado internacional.

João Salomão, coordenador geral de pecuária e culturas do Ministério da Agricultura, ressalta que o número foi calculado com base no deslocamento dos estoques do Sul para o Nordeste. Afirma ainda que a subvenção não é específica para a exportação – seria usada para esse fim por escolha dos arrematantes do leilão. “O prêmio é resultado de uma fórmula que engloba o valor de mercado e o custo de escoamento. Não tem muita flexibilidade”, completa.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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