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Entenda a cotação em ouro e saiba como investir

28 nov 2013
07h32
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Do tamanho de uma foto 3x4 e com 250g, uma barra de ouro pode custar R$ 92. O preço é volátil e, no mercado doméstico, é estabelecido pela cotação internacional do ouro - que no dia 25 de novembro estava em US$ 1.247 (ou R$ 2.851) por onça (equivalente a 28,35g) - e pelo câmbio. Ligado a essas variáveis, o valor do ouro fica sujeito à instabilidade.

Mesmo assim, entre 2001 e 2012 houve alta, afirma Edson Magalhães, gerente de operações da Reserva Metais. Neste ano, houve oscilações, com queda forte em abril, recuperação na sequência e nova baixa entre setembro e outubro. Apesar do ano não ter sido dos melhores para o ouro, é possível dizer que o investimento traz bons retornos: nos últimos três anos, o metal foi a forma mais rentável de investir no Brasil, segundo pesquisa da InfoMoney.

Há basicamente três formas de se investir em ouro, explica Magalhães. A primeira é adquirir ouro na Bolsa de Valores, em lotes de 250g. Para isso, é preciso buscar uma corretora de valores cadastrada na BM&F Bovespa. Outra possibilidade é em um fundo de investimentos, o que, para Magalhães, pode ser mais complicado por não haver muita liberdade de entrada e saída. Já a compra física do ouro se dá por meio de empresas autorizadas pelo Banco Central e pode ser feita inclusive via comércio eletrônico, pagando um boleto e recebendo a compra no endereço desejado. O risco que se corre é o fato de o metal não estar guardado em uma instituição financeira.

“Nós temos percebido que não só investidores tem comprado ouro físico, mas muita gente compra para presentear um ente querido”, diz Magalhães. O investimento raramente é procurado por quem quer rentabilidade imediata, mas pelos que desejam proteção contra oscilações futuras de moedas ou desconfiam da rentabilidade do segmento de renda fixa. Por ser um objeto físico e que lastreia a reserva monetária de diversos países, o ouro é visto como um ativo financeiro seguro. Segundo a diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos do Banco do Brasil, os grandes investidores do mercado de ouro são os bancos centrais de todo o mundo e parte das reservas destes países é feita em ouro pelo fato de haver maior credibilidade nesta modalidade de investimento.

Quando o cenário econômico mundial fica incerto, muitos investidores direcionam recursos ao metal, elevando sua cotação. Diferentemente de outros ativos, seu preço sobe quando há instabilidade. Para investimentos a longo prazo, é aconselhável comprar fora de momentos de crises. “Apesar de ser um porto seguro em momentos de crise, investir em ouro de forma especulativa não é sinônimo de segurança nem rentabilidade”, ressalta o Banco do Brasil.

Joias
Ao contrário do que muitos podem pensar, investir em joias de ouro não é tão interessante. Magalhães afirma que no Brasil 75% delas são feitas de ouro, sendo o resto liga. Além disso, agregam-se ao custo design, impostos, comercialização, margens de lucro dos comerciantes, entre outros fatores. Desta forma, uma joia de R$ 100 mil, por exemplo, pode ter contido, em ouro, até 70% menos, diz Magalhães.

Cotação
Alguns dos fatores que influenciam a cotação do ouro são a política monetária dos países, a oferta e a demanda de investidores individuais nas bolsas do mundo, o fluxo de importação e exportação do metal e períodos de sazonalidade durante o ano.

Magalhães acredita que as dúvidas no horizonte político-econômico brasileiro, surgidas com a eleição do ano que vem, podem trazer instabilidade. Os problemas na economia europeia também geraram consequências no valor do ouro, assim como as negociações para a elevação do teto da dívida americana. Mesmo com tudo isso, Magalhães vê com esperança o ano de 2014, que deve trazer uma recuperação para essa forma de investimento.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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