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Dólar e euro representam 90% das remessas internacionais

11 set 2013 07h33
| atualizado às 07h33
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Brasileiros podem enviar moedas para qualquer lugar do mundo. De coroa dinamarquesa a dólar australiano, de yen a libra esterlina: o Banco Central libera o envio de toda moeda para o exterior, à exceção de restrições pontuais de países que só recebem a sua moeda. É possível pagar uma conta, guardar dinheiro em um banco internacional ou aplicar em um investimento fora do País. No entanto, bancos brasileiros costumam trabalhar apenas com moedas conversíveis, que são aquelas podem ser trocadas em qualquer parte do mundo. Ou seja: remessas internacionais são realizadas preferencialmente com moedas de países cuja economia é tradicionalmente forte.

Por essa razão, dólar e euro, juntos, representam 90% das operações de remessas internacionais, segundo o superintendente de tesouraria do Banco Confidence, Emerson Narchiori. Países cuja moeda não é conversível - como México, China e o próprio Brasil -, preferem receber em dólar porque sabem que suas moedas são pouco negociadas no mercado internacional. "Todos os países do mundo usam o dólar como referência para a exportação e a importação, e a precificicação internacional é feita em dólar. Por isso, o fluxo de remessas internacionais na moeda norte-americana é o maior", diz Narchiori. Do total, cerca de 80% é só dólar.

É possível fazer remessas internacionais para manter um parente ou amigo em outro país, transferir um patrimônio ou fazer assinatura de jornais estrangeiros, por exemplo. No entanto, cerca de 70% do volume de remessas envolvem operações financeiras de pessoas jurídicas, como investimentos empresariais, empréstimos de uma matriz para a outra e capitações internacionais. Por isso, as cidades que mais recebem remessas internacionais do Brasil e do mundo são Nova York (em dólar), Londres (em libra) e Frankfurt (em euro). Enquando Nova York concentra capital do mundo inteiro, Frankfurt concentra importações de produtos do mercado comum europeu. Já Londres é um importante centro de negociações em virtude do fuso horário favorável, que contempla diversos lugares do mundo em um mesmo dia.

Outras moedas
Os 10% de remessas internacionais realizadas com outras moedas também envolvem operações empresariais entre Brasil e países como Suécia, Noruega, Dinamarca e Suíça. As transações para esses países são feitas nas moedas coroa sueca, coroa norueguesa, coroa dinamarquesa e franco suíço. Também é comum bancos europeus hospedarem contas de brasileiros que aplicam seu dinheiro no exterior como forma de segurança. 

Dólares canadenses, australianos e neozelandeses também estão presentes em remessas internacionais em função da grande quantidades de brasileiros morando temporariamente nesses países, em viagens a trabalho ou intercâmbios estudantis.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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