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De R$ 11 a R$ 6 mil: confira os salários mínimos pelo mundo

5 dez 2013
07h34
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Com um salário mínimo, uma pessoa de Serra Leoa precisaria trabalhar por 45 anos para ganhar o piso de um trabalhador de Luxemburgo em um mês. A conhecida desigualdade entre as variadas partes do planeta gera números impressionantes. Mesmo assim, não é preciso ir tão longe para se surpreender com as diferenças entre os salários mínimos praticados pelo mundo.

Enquanto o trabalhador brasileiro deve receber pelo menos R$ 678, o argentino ganha quase o dobro: 3.300 pesos argentinos (aproximadamente R$ 1.257) que colocam o país na liderança entre os latino-americanos. Nos últimos 10 anos, a Argentina aumentou em 1700% o salário mínimo. É importante considerar que a lei argentina prevê uma jornada semanal máxima de 48 horas, enquanto a brasileira estipula 44 horas. Mesmo assim, o trabalhador argentino ganha quase o dobro por hora em relação a quem recebe um salário mínimo no Brasil.

Os líderes mundiais nesse ranking vêm da Europa e da Oceania. O salário mínimo em Luxemburgo é de 1.921,03 euros, o equivalente a R$ 6.095. O segundo país que melhor paga é a Austrália: lá, o trabalhador ganha 2.488,80 dólares australianos (R$ 5.314). Mônaco, Bélgica e Nova Zelândia completam o topo da lista, com salários mínimos que não baixam dos R$ 4.000. Pequenos países figuram entre os líderes: além de Luxemburgo e Mônaco, San Marino e Andorra contam com salários significativamente altos. Em nenhum desses países que melhor pagam a jornada semanal passa das 40 horas.

Entre os asiáticos, o Japão é quem mais paga. Ainda que haja uma considerável diferença entre as zonas rurais e urbana, o salário mínimo mensal japonês pode ir dos 104.320 ienes (R$ 2.377), em Shimane, aos 136.000 ienes (R$ 3.100) em Tóquio. Mesmo com o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, os chineses oferecem uma remuneração nada atrativa para trabalhar 40 horas semanais Na província de Jiangxi o mínimo a receber é o equivalente a R$ 234, enquanto em Shenzhen ganha-se R$ 577 (1500 iuans), mais que no resto do país. Já os Estados Unidos, maior PIB do mundo, é pago um salário mínimo de 1.160 dólares mensais ou R$ 2.719.

Poder de compra
O salário mínimo deve ser analisado conforme o custo de vida de cada país. Por isso, é importante levar em consideração um índice chamado paridade do poder de compra. Quem ganha destaque quando consideramos esse fator é a Argentina, com um índice quase quatro vezes maior que o brasileiro. Ainda assim, Luxemburgo, Austrália e Bélgica se mantêm entre os líderes da lista.

Salários baixos
Os mais baixos valores recebidos pelos trabalhadores estão na África subsaariana. Em Serra Leoa, por exemplo, ganha-se 21 mil leones (R$ 11,27) por mês, enquanto na República Centro-Africana o salário mínimo é de 8500 francos CFA, ou R$ 40, para trabalhar até 52 horas por semana. As ex-repúblicas socialistas soviéticas também oferecem uma remuneração abaixo do normal. No Quirguistão, recebe-se 840 soms, equivalentes a R$ 40. No Quirguistão, recebe-se 840 soms por mês, equivalentes a R$ 40, por 40 horas semanais. Países como Geórgia, Armênia, Moldávia, Tadjiquistão e Usbequistão encontram quadros semelhantes. Nem mesmo quando analisada a paridade do poder de compra dessas nações, a situação muda significativamente.

Sem salário mínimo
Há alguns países que preferem não adotar um mínimo. Em grande parte destes, a lei obriga a negociação entre empregados e patrões para a fixação de um valor ou prevê o pagamento de um mínimo apenas a determinados setores. É o caso de grandes economias europeias, como Alemanha, Itália e Suíça ou os países escandinavos e mesmo de países mais pobres da África, América Central ou Oceania. Os alemães, entretanto, podem mudar isso em breve, de acordo com anúncio da presidente, Angela Merkel, em novembro.

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