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Capital do Twitter está aberto também para brasileiros

15 nov 2013
07h31
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Com um IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) de US$ 26, o Twitter colocou à venda 70 milhões de ações no dia 7 de novembro. Todas elas foram adquiridas na mesmo data, que terminou com os papéis valendo 90% mais. Com isso, a empresa arrecadou um valor maior que o das ofertas iniciais de empresas como Google e Groupon, chegando a US$ 1,82 bilhão - quantia superior a R$ 4,2 bilhões, atrás apenas do Facebook, que ganhou US$ 16 bilhões no seu IPO em todo o ano passado. Hoje, para comprar uma ação do Twitter é preciso desembolsar US$ 41,50 (R$ 96,4). Ainda assim, devido às taxas, se o brasileiro quiser apostar na rede social, deverá investir quantias mais altas.

Diretor da Easynvest Título Corretora, Amerson Magalhães explica que para um brasileiro fazer um investimento desses ele precisa abrir uma conta em uma corretora dos Estados Unidos que possa realizar essas operações. “Normalmente um pequeno investidor não consegue, pois são custos fixos elevados, que demandam um aporte de capital que certamente não é qualquer um que tem”, afirma. Tito Gusmão, representante da XP Investimentos, diz que, diferentemente do que acontece no Brasil, onde há um período de reservas para o IPO, em que qualquer pessoa pode solicitar a participação, nos Estados Unidos, o período é apenas para grandes instituições ou clientes muito qualificados. “Foi o que aconteceu com o Twitter. Mas, depois de aberto, qualquer um pode investir, inclusive brasileiros”, afirma. Gusmão explica que a abertura de conta é gratuita e que a remessa de recursos pode ser feita até mesmo online, mas acredita que o investimento é mais interessante acima de US$ 5 mil, equivalente a mais de R$ 11,5 mil.

Riscos
Apostar na rede social ainda gera divergência entre investidores. O IPO foi acima do esperado pelo mercado, mas, da mesma forma, o Facebook abriu com um preço elevado em 2012 - e também gerou desconfiança. “As duas empresas são semelhantes por não ter uma geração de caixa tão grande quanto sua abertura de mercado. Mas o Facebook conseguiu virar uma empresa lucrativa. O Google também abriu caro e, desde o IPO pra cá, multiplicou por dez o valor das ações”, diz Gusmão. Na hora de investir, não basta olhar o reconhecimento da marca e o número de usuários da rede, mas o negócio da empresa. “A empresa pode ter milhões de usuários, mas como rentabiliza isso?”, questiona Magalhães. A solução, acredita Gusmão, é converter a grande capilaridade da rede em publicidade; nesse sentido, o Twitter precisa se reinventar.

Além disso, a companhia está estreando na bolsa e, portanto, o risco é naturalmente grande, maior que o de empresas já consolidadas. “Comparado a uma empresa tradicional, o Twitter é mais arriscado pela relação risco versus rendimento”, afirma Magalhães..

O medo deixado pela bolha da Nasdaq, ou bolha da internet, ocorrida no final da década de 1990 ainda afasta alguns investidores. Naquela época, uma bolha especulativa trouxe forte alta às empresas de tecnologia de informação na internet. No início de 2001, as “ponto com” já haviam sido vendidas, fundidas ou quebraram. O momento atual, entretanto, é outro. Não há mais razão para desconfiar de uma empresa simplesmente por ela lidar com tecnologia, defende Gusmão. “É uma mudança total de cultura, principalmente com a evolução dos mobiles, que é o segredo do Twitter”, afirma.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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