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Brasil: impostos passam R$ 1 trilhão; compare

10 set 2013 07h19
| atualizado às 07h19
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O valor pago em tributos pelos brasileiros em 2013 já ultrapassou R$ 1 trilhão. Na última semana de agosto, a cifra foi registrada pelo contador do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O Impostômetro mede o valor pago pelos brasileiros em impostos, taxas e contribuições federais, estaduais e municipais. Este é o sexto ano consecutivo em que o Impostômetro chega a esta marca, e a expectativa é que, no último dia de 2013, ele registre R$ 1,62 trilhão.

Os dados que abastecem o contador são fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), parceiro da ACSP. De acordo com o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, o Impostômetro é uma ferramenta de conscientização para população sobre a alta carga tributária do País. “Se o contribuinte souber quanto é arrecadado, tem mais condições de cobrar o modo como será investido”, afirma.

Para driblar o lapso entre a data da arrecadação e a divulgação por parte do governo, o Impostômetro, que opera em tempo real, usa os dados do ano anterior atualizados com o índice de crescimento médio de cada tributo nos três anos anteriores. Além disso, também são consideradas as sazonalidades de cada um dos tributos, de acordo com as características de arrecadação dos períodos analisados.

Retorno dos impostos
Além do abastecimento do Impostômetro, o IBPT também realiza estudos sobre carga tributária. Um deles é o que relaciona a carga tributária cobrada ao retorno dado à população em diferentes países, chamado Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES). Em sua edição mais recente, publicada em abril deste ano, o estudo comparou o IRBES dos 30 países com maior carga tributária segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O método utilizado para calcular o índice soma o valor numérico da carga tributária (porcentagem da arrecadação total em relação ao PIB) com o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH, fornecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD). Os dados são ponderados de acordo com o grau de importância dado às informações - 15% para a carga tributária e 85% para o IDH.

O ranking é organizado de forma decrescente: quanto maior o valor do IRBES, melhor é o retorno da arrecadação dos tributos para a população. Dos 30 países estudados, o Brasil é o último colocado, com 135,63 de IRBES, logo atrás da Dinamarca. Os Estados Unidos ocupam a liderança, com 165,78 de pontuação. Confira a lista completa na galeria.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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