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Brasil doa cédulas de gourdes ao Haiti; Veja os custos

11 dez 2013
07h20
atualizado às 17h04
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A ajuda humanitária brasileira ao Haiti, após o terremoto de 2010, ganhou novos esforços em 21 de novembro. Depois de 24 dias de viagem até Porto Príncipe, um navio fretado descarregou 47,4 milhões de cédulas de 20 gourdes, moeda local. O Brasil planeja doar mais 52,6 milhões de notas nos próximos meses.

Marcela Tapajós, chefe de gabinete do presidente da Casa da Moeda Brasileira (CMB), Francisco Franco, foi quem entregou a encomenda ao governo haitiano. Segundo ela, a ajuda financeira foi necessária não só pela catástrofe ter destruído agências bancárias do país, mas também pela capacidade limitada de o governo haitiano renovar sua moeda e dar acesso a pessoas do interior. “Muitas das cédulas usadas já estavam velhas, gastas, não se via o valor. Hoje, o Haiti vive o desafio de aproximar novamente a sociedade do sistema financeiro. Um dos fatores que caracterizam o Estado Moderno é o uso da moeda e a não prática do escambo”, afirma.

A produção de outras moedas pela CMB não é uma novidade. A instituição costuma fabricar para países como a Argentina e Venezuela. A doação de cédulas estrangeiras, no entanto, foi um trabalho inédito. “É muito impactante a carência que ainda enfrenta o Haiti. E é muito gratificante ver o Brasil sendo reconhecido como uma nação amiga nesse cenário”, diz.

Custo da doação
O artigo 10 da lei 12.409, de 25 de maio de 2011, autorizou a doação de 100 milhões de cédulas à República do Haiti. Porém, o custo de produção não poderia ultrapassar 4,8 milhões de reais. Nessas condições, não foi possível a fabricação de toda a remessa. A CMB depende da ampliação do limite de gastos para enviar o montante previsto.

O custo de produção das 47,4 milhões de cédulas de gourdes foi de, aproximadamente, 3,6 milhões de reais, de acordo com Marcela. Ou seja, foi preciso 7,59 centavos para fabricar cada cédula. Esse valor é quase três vezes menor que o custo de fabricação das cédulas de R$20 reais em circulação - 20,6 centavos.

Custo das cédulas brasileiras
A introdução das cédulas da Segunda Família do Real mudou os valores de produção da Casa da Moeda. Segundo dados do Banco Central do Brasil, as notas tiveram aumento entre 1,4% e 37,1% em relação à Primeira Família. Além disso, as novas cédulas tornaram o seu valor proporcional ao seu custo de produção – o que acompanha uma das mais marcantes novidades, o tamanho diferenciado entre elas.

A primeira cédula lançada, de R$ 100, custa 24,7 centavos.  A de menor valor, R$ 2, custa aproximadamente 17,53 centavos. Pode-se comparar esses valores com os gastos estadunidenses na fabricação do dólar. De acordo com dados da Reserva Federal, a United States Mint produz notas de U$D 1 e U$D 2 por 5,4 cents, aproximadamente 12,7 centavos. As cédulas de U$D 100, no entanto, custam mais que a equivalente brasileira: 12,7 cents ou 29,8 centavos.

 

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

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