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Intercambistas injetam US$ 2 bilhões na Nova Zelândia

15 nov 2013
07h33
atualizado às 07h33
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Recentemente, o governo neozelandês anunciou que, a partir de janeiro, estudantes matriculados em cursos de no mínimo 14 semanas (três meses e meio) poderão trabalhar. Serão permitidas 20 horas de trabalho semanais durante o período de estudos e nas férias do curso.

A medida acompanha a mesma regra da Austrália e vale para cursos com carga horária mínima de 20 horas. Os intercambistas já sairão do Brasil com a autorização. Contudo, a nova regra só funciona para os cursos vinculados às escolas de Categoria 1 chanceladas pela NZQA (New Zealand Qualifications Authority), que qualifica as instituições de ensino, consideradas as principais do país. “Dentre essas escolas, os estudantes poderão optar por qualquer curso, não somente de língua inglesa. Cursos técnicos também estão incluídos”, afirma a gerente de produtos da Nova Zelândia Brasil, Fernanda Lassala.

Segundo o relatório de Impacto Econômico da Educação Internacional de 2012/2013, realizado pela empresa Infometrics em cooperação com o Ministério da Educação da Nova Zelândia, a contribuição desses estudantes foi avaliada em 2,5 bilhões de dólares neozelandeses (pouco mais de US$ 2 bilhões), com a China aparecendo em primeiro lugar, responsável por 32% desse valor. O Brasil é citado apenas entre os países da América Latina e representa 2,8% dos alunos intercambistas no país.

Entre os setores da economia neozelandesa que mais contratam estrangeiros estão o agrícola, com destaque para o cultivo de frutas e para a pecuária, a construção civil e o de serviços, como restaurantes, bares e hotéis. “Essa mudança nas regras de permissão de trabalho fará com que a Nova Zelândia ganhe ainda mais em atratividade junto ao público brasileiro, pois ficará muito mais fácil bancar os estudos trabalhando no país”, diz Cristiano Simões, sócio-diretor da Nova Zelândia Brasil.

Antes da medida, só era permitido tirar visto de estudante com permissão de trabalho aos alunos que se matriculassem em cursos com duração mínima de seis meses e que tivessem notas a partir de cinco no teste de proficiência na língua inglesa do IELTS (International English Language Testing System). Lembrando que essa regra ainda é válida para a categoria 2 da NZQA.

Restrições
O governo neozelandês deixa claras as restrições quanto aos trabalhos permitidos durante o período de intercâmbio. Não importa qual o tipo de graduação do intercambista, de high school a doutorado, todos precisam estar de acordo com o objetivo principal da viagem: o estudo. Alunos estrangeiros não podem trabalhar como profissionais autônomos nem com qualquer envolvimento em prostituição.

No geral, apenas alunos de educação “terciária” (após ensino médio) integral, mínimo 20 horas semanais, e dos anos 12 e 13 de High School podem trabalhar. Se vinculados a instituições de categorias além da 1, precisam pedir permissão da imigração neozelandesa durante a requisição do visto de estudante. Esse procedimento é chamado de “variação das condições”.

A partir de janeiro, alunos do turno integral poderão trabalhar durante todo o período de férias do curso; estudantes de doutorado e mestrado terão permissão para empregos full-time; e estudantes de inglês poderão trabalhar em meio período.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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