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Companhia aérea de baixo custo se aproxima de agências

4 nov 2013
07h33
atualizado às 07h33
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Conhecida pela sua política de não fazer parcerias com agências, a companhia aérea de baixo custo Ryanair deve mudar sua postura. A líder europeia do segmento low cost tradicionalmente trabalha com vendas direto ao consumidor final, mas recentemente sinalizou a possibilidade de liberar reservas e vendas de passagens da companhia via agências de viagens, o que a concorrente Easyjet já faz.

Segundo informações da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), o presidente-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, afirmou, durante a terceira edição do Congresso Mundial de Empresas Aéreas de Baixo Custo, que a empresa passará a trabalhar em conjunto com as agências de viagens. A novidade foi bem recebida pela entidade brasileira.

Famosas pelas passagens baratas, as companhias low cost focam na prioridade do passageiro em economizar para privá-lo de pequenos confortos e facilidades durante o voo. Assim oferecem espaços mais apertados entre as poltronas, limites baixos para bagagem e nenhum serviço de bordo incluído.

Segundo o consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) Maurício Emboaba, é comum que empresas da geração chamada “Ultra Low Cost Carrier” (ULCC) - como a irlandesa Ryanair, a inglesa Easyjet e a norte-americana Spirit Airlines - atuem em aeroportos secundários, geralmente distantes de áreas centrais das grandes cidades e em muitos dos quais não pagam taxas aeroportuárias. Ainda de acordo com Emboaba, algumas empresas cobram dos aeroportos para operar neles.

Outra forma de baixar os custos de operação é o subsídio estatal. O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e vice-presidente da  Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), Edmar Bull, explica que assim governos locais estimulam as companhias a manterem voos regulares para suas cidades. De acordo com o executivo, o número de funcionários por aeronave nas empresas low cost chega a ser 40% menor do que das empresas tradicionais.

Segundo o consultor, também é uma prática comum nessas companhias o pagamento de baixos salários e estratégias como fazer com que os tripulantes durmam nas suas residências, montando uma rede de voos que contemplem as cidades onde têm endereço fixo. “Com isso, economizam despesas de hotelaria e transportes terrestres”, resume.

Preços
Para se ter uma ideia, na Ryanair, uma passagem de Porto, em Portugal, com destino ao aeroporto El Prat, de Barcelona, na região da Catalunha, em um dia de semana de dezembro, custa 14,99 euros, o equivalente a R$ 45. Já uma passagem pela Easyjet de Milão para Barcelona, no mesmo período, pode custar 36 euros, ou R$ 105.

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