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Alheia à crise, Finlândia está na rota dos amantes do frio

2 ago 2013 08h07
| atualizado em 5/8/2013 às 09h38
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O frio intenso que atingiu o País no mês de julho fez os brasileiros se sentirem nos mais gelados países europeus. Se há quem se incomode com as baixas temperaturas e fuja do inverno, há também uma crescente busca pelos países nórdicos. Com temperaturas que podem chegar aos -40°C durante o inverno, a Finlândia é um destino que atrai exatamente pelo frio e pelo desejo de ir a um lugar fora da rota turística tradicional.

Com temperaturas que chegam a -40°C, a Finlândia tem no frio a sua maior atração
Com temperaturas que chegam a -40°C, a Finlândia tem no frio a sua maior atração
Foto: Shutterstock

Como o próprio Conselho de Turismo finlandês indica no seu site, o país é para quem quer se refugiar, escapar dos lugares abarrotados e dos roteiros consagrados e aproveitar o frio, a neve e a natureza. É comum as agências de viagem oferecerem pacotes que incluem, além da capital finlandesa, Helsinque, os países da Escandinávia (Dinamarca, Noruega e Suécia) e a Rússia. Planos como estes podem variar entre 2 mil e 3 mil euros para viagens de duas semanas, com um ou dois dias em Helsinque.

A diretora operacional da agência de viagens Kolibri, especializada em Escandinávia, Belinha Maluf afirma que a procura por viagens para a Finlândia cresceu desde que foi criada a possibilidade de travessia via ferryboat entre a capital e Talin, na Estônia. Ela ressalta que o país é caro, mas não tanto quanto seus vizinhos escandinavos. O euro foi adotado por lá em 1999 - e a moeda hoje está cotada em R$ 2,99.

Na Finlândia, a crise que afetou a Zona do Euro pouco foi sentida nas ruas. Mesmo assim, o Banco Central do país estimou para este ano uma contração de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) , enquanto que a previsão em dezembro era de crescimento de 0,4%. Agora, o governo finlandês recorreu ao setor privado para ajudar a financiar o crescimento.

O país planeja um programa que durará 10 anos e investirá bilhões de euros em pequenas empresas. Em uma parceria público-privada, investidores privados contribuirão com pelo menos metade do dinheiro. Nesta aposta, o governo vê a oportunidade de criar empregos, enquanto as empresas enxergam um programa de capital de risco para investimento em companhias promissoras.

Em busca da aurora boreal

Turisticamente, a Finlândia atrai principalmente por Helsinque. Mesmo assim, a cidade é pequena – com pouco mais de 600 mil pessoas – e dois dias pode ser o bastante para conhecê-la. A agente de viagens Cacilene Araújo, da Slavian Tours, aponta os meses entre maio e setembro como os melhores para visitar o país, já que a temperatura está mais alta, chegando à média de 22°C no verão. É nesta estação também que é possível se ver o chamado Sol da Meia-Noite, na região norte.

No inverno, em contrapartida, o Sol pode passar dois meses sem aparecer em áreas como a Lapônia. Rovaniemi, principal cidade da região, é conhecida como a terra do Papai Noel. É no Natal, quando as temperaturas variam entre -12°C e -6°C, que a cidade recebe grande parte dos 500 mil turistas que a visitam anualmente. Rovaniemi é um dos melhores lugares para se acompanhar o espetáculo de luzes no céu proporcionado pela aurora boreal, nos meses de fevereiro, março, setembro e outubro. Também na Lapônia, destacam-se os hotéis de gelo, como o Kakslauttanen, e o castelo de neve, construído nos invernos em Kemi.

Um tanto diferente das demais atrações turísticas finlandesas é Turku, no sudoeste do país. Datada do século XIII, a cidade mais antiga da Finlândia é banhada pelo Rio Aura e conhecida por suas praias, apesar de a temperatura pouco passar dos 20°C no verão. Ainda longe de uma grande crise, a Finlândia se destaca, além dos atrativos proporcionados pelo frio, pelo povo, que, mesmo tido como fechado, é conhecido pela honestidade e pela serenidade.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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