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Exportação de flores do Brasil perde cada vez mais mercado

19 nov 2013
07h34
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A perspectiva para o fechamento de 2013 das exportações brasileiras de flores mantém a tendência de queda dos últimos anos. Até outubro deste ano, o volume vendido para o exterior somou US$ 21,3 milhões, e a expectativa até o final do ano é totalizar US$ 23,4 milhões. Em 2012, as exportações foram de US$ 26 milhões.

A estimativa é baseada no histórico do setor que, nos últimos anos, vem caindo por conta da crise internacional. Por isso, o agrônomo da Hórtica Consultoria, Hélio Junqueira, acredita que as exportações só irão crescer na medida em que o mercado internacional se recuperar. As importações também devem se manter estáveis. Até outubro, o Brasil havia comprado US$ 35 milhões do exterior, e espera-se que, até o final do ano, ainda se importem mais US$ 6 milhões, o que superaria um pouco o ano passado, quando as importações totalizaram US$ 39,5 milhões. No primeiro semestre de 2013, o saldo da balança comercial brasileira no setor ficou negativo em US$ 13,1 milhões, sendo que as importações somaram quase o dobro das exportações.

Apesar do saldo abaixo de zero, o setor produtivo de flores está estável, pois o mercado interno é consolidado. “É mais tranquilo abastecer o mercado interno, que não necessita de toda a logística da exportação. Os produtos que importamos complementam a pauta interna, não existe atrito com os produtores locais”, afirma Junqueira.

Não há preocupação entre os produtores brasileiros, já que o foco é no mercado interno, que consome 97,3% do que é produzido no País. Países como a Colômbia, por exemplo, onde 95% da produção é destinada ao exterior, o impacto é mais preocupante.

Acompanhando os sinais de refreamento da economia nacional, o setor brasileiro pode não manter a taxa de crescimento de 12% a 15% que vem apresentando, mas manterá um crescimento ainda relevante, previsto para fechar o ano entre de 8% a 10%. Em 2013, devem ser arrecadados cerca de R$ 5 bilhões em vendas ao consumidor final no Brasil. “O setor de flores é significativo e cresce muito. Pode ser praticado em pequenas áreas, próximas de áreas urbanas, além de oferecer muita mão de obra, tendo um papel social relevante também”, diz Junqueira. Segundo o SEBRAE, a média de brasileiros empregados na produção de flores e plantas ornamentais é de oito funcionários por hectare. Em 2012, foram 209 mil pessoas empregadas, incluindo produção, atacado, varejo e apoio logístico.

Produtos
As exportações mundiais de plantas vivas e floricultura movimentaram, em 2012, US$ 21,1 bilhões, com 170 países exportando e 210 importando. Com o principal polo produtor, exportador e varejista em Holambra, cidade paulista, o Brasil vende para fora principalmente produtos focados em propagação vegetativa, como mudas e plantas ornamentais, bulbos, tubérculos, rizomas e flores de corte. Houve um crescimento de 47,41% em relação ao ano passado apenas no grupo de folhagens, folhas e ramos secos, representando 6,71% das vendas internacionais.

Os principais compradores de plantas brasileiras são Itália, em primeiro lugar, seguida dos Estados Unidos, Países Baixos, Japão, Bélgica e Canadá. Os países dos quais o Brasil importa são Holanda, em primeiro lugar, Tailândia, Japão e Estados Unidos, comprando também bulbos, rizomas, tubérculos, mudas e flores de corte que não são produzidas no País.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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