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Desinvestimentos da Petrobras no exterior estão avançados

22 nov 2013
07h30
atualizado às 07h30
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Dando sequência a seu plano de desinvestimentos, a Petrobras se desfez de mais um ativo no exterior. No último dia 13, foi a vez da Petrobras Energia Peru ser vendida para a China National Petroleum Corporation (CNPC) - integrante do consórcio vencedor do Leilão de Libra - por US$ 2,6 bilhões, o equivalente a R$ 5,9 bilhões.

A Petrobras trabalha com uma meta de desinvestimento de US$ 9,9 bilhões para o período 2013-2017. Para isso, negociou ativos no Uruguai com a Shell, que passou a participar de blocos exploratórios. A participação em blocos no Golfo do México também foi vendida e um acordo com o BTG Pactual foi feito por uma parcela de ativos de exploração e produção da Petrobras na África. Em agosto, a Petrobras vendeu mais US$ 2,1 bilhões em ativos, como a participação em um bloco na Bacia de Campos.

A consequência da negociação ocorrida no Peru, entretanto, deve ser pequena para o setor energético brasileiro, afirma Mauricio Canêdo Pinheiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Na realidade, a venda é que é uma consequência do que acontece no mercado doméstico. A Petrobras busca se desfazer de ativos no exterior para suprir problemas no caixa, que envolvem os gastos operacionais na produção do óleo e a defasagem de preço com relação à gasolina e ao diesel. “A Petrobras vende no mercado doméstico por menos do que compra no exterior”, diz Pinheiro. É só assim que a companhia deve conseguir atingir seu plano de investimento ambicioso para o futuro.

Até 2017, a empresa pretende produzir mais de 1 milhão de barris de petróleo só no pré-sal. Serão investidos US$ 236,7 bilhões (R$ 536,27 bilhões), destinados principalmente na área de exploração e produção. Para o setor de abastecimento, serão repassados US$ 64,8 bilhões, que ampliarão o parque de refino e trarão melhorias operacionais. Exploração, produção e abastecimento receberão quase 90% dos investimentos. Com isso em vista, a empresa aposta nos desinvestimentos como melhor opção para geração de caixa. A maior parte deles deve ocorrer nesse ano. Até meados de outubro quase metade da meta já havia sido alcançada.

O acordo no Peru está sujeito à aprovação dos governos chinês e peruano e considera 100% do Lote X, campo em produção desde 1912. Em 2012, se extraía de lá 16 mil barris por dia. A venda inclui ainda 46,16% de participação no Lote 57, campo ainda pré-operacional de gás natural e condensado, e todo o Lote 58, bloco exploratório com gás natural e condensado.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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