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América Latina precisa investir US$ 2 tri em energia

11 nov 2013
07h41
atualizado às 07h41
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Se a América Latina pretende manter o ritmo de desenvolvimento e superar taxas históricas de crescimento de demanda e oferta de energia, será necessário um investimento de US$ 2 trilhões (R$ 4,56 trilhões) no setor energético nos próximos 20 anos. É o que apontam os responsáveis pelo estudo "Energia: uma visão sobre os desafios e oportunidades na América Latina e no Caribe”, financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Também participaram da pesquisa a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização Latino-Americana de Energia (Olade) e outras entidades.

A crescente demanda de energia virá como consequência do crescimento da economia, por fatores exógenos - mercado mundial - e endógenos - inclusão social, industrialização e urbanização. “É essencial canalizar rendas para investimentos estratégicos para alcançar um desenvolvimento futuro menos dependente da importação de tecnologias e das exportações de produtos primários”, afirma o relatório divulgado pela Aladi. O investimento no setor energético latino-americano depende de duas coisas: da capacidade de poupança de cada país e do potencial de atrair a poupança externa, diz o professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). 

Os investimentos externos tendem a ser organizados dentro do regime regulatório de cada país. “Na América Latina, há várias matizes de concepção econômica: desde os mais neoliberais (como México e Chile) a outros extremos como Cuba”, afirma Sauer. Além disso, agentes multilaterais de integração devem atuar nesses investimentos. Apesar dos poucos recursos, a CAF deve contribuir, assim como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e até mesmo o Banco Mundial, especula o professor. Ainda assim, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos mais fortes bancos de desenvolvimento da América Latina, pode entrar com uma boa parcela. Com mais de um terço da população da região e o maior Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil, por meio do BNDES, tende a ser naturalmente um importante investidor.

O estudo afirma que a América Latina deverá satisfazer, nas próximas duas décadas, a demanda de aproximadamente 5,8 milhões de barris de petróleo e 700 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Ainda que o consumo deva crescer, apenas 6,7% do incremento do consumo mundial nos últimos 10 anos se devem aos latino-americanos e caribenhos.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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