O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, assegurou a dois jornais finlandeses que a Espanha não vai pedir um resgate global a seus sócios europeus, "porque não é o que a economia espanhola precisa neste momento".
"Está totalmente descartado um resgate para todo o país", afirmou Rajoy em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo maior jornal da Finlândia, o "Helsingin Sanomat", e pelo periódico econômico "Kauppalehti".
No entanto, o presidente do Executivo reconheceu que está estudando a possibilidade de pedir ajuda ao Banco Central Europeu (BCE) para que compre dívida espanhola, embora antes queira conhecer as condições que esta entidade imporia e a opinião de seus sócios europeus.
Também admitiu que não se opõe a que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ajude a supervisionar o cumprimento das condições do eventual programa de dívida soberana do BCE, e assinalou que "o FMI já está monitorando nossa economia".
Além disso, Rajoy ressaltou que está disposto a reduzir o déficit, como exige Bruxelas, embora tenha insistido que "outros não podem decidir como reduzi-lo". O chefe do governo espanhol e o primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, um dos líderes da zona do euro mais reticentes a prestar socorro aos países do sul da Europa, mantiveram esta terça-feira uma reunião em Madri na qual conversaram sobre a crise que afeta vários estados da moeda única.
Rajoy, ao discursar hoje no plenário do Congresso dos Deputados espanhol, reafirmou o pedido de um resgate à evolução do prêmio de risco e ao diferencial de financiamento da Espanha.
- EFE
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