Além dos representantes do setor eletroeletrônico, o ministro da Fazenda também recebeu nesta terça-feira representantes de outras áreas que foram alvo da redução tributária, como as do setor moveleiro e de material de construção, cujos benefícios vencem no fim de setembro e no fim de dezembro, respectivamente.Os fabricantes de móveis aproveitaram o encontro para antecipar o pedido de continuidade da redução do IPI para o setor. "Se prorrogarem o IPI até o fim do ano, o consumidor vai ter até 5% de desconto na aquisição de móveis", disse José Luiz Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). O setor também não recebeu resposta imediata do governo.Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, pediu que a lista de desoneração, que termina em 31 de dezembro, seja incrementada em mais 50 itens, argumentando que o setor está bastante fragilizado.O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, foi mais enfático: "Pedimos para o IPI não voltar nunca mais", afirmou. Não participaram do encontro desta terça-feira os fabricantes de automóveis, cuja redução do IPI também vence na sexta-feira.Fontes da equipe econômica afirmaram à Reuters na segunda-feira que o Ministério da Fazenda deve anunciar nesta semana a prorrogação por dois meses da redução do IPI para o setor automotivo, reforçando posição já defendida no fim de julho.Mantega se reúne ainda às 10h30 (de Brasília) da quarta-feira com representantes da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e, uma hora depois, com membros da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
- Reuters News


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