Um dos estímulos que tem contribuído para o aumento da atividade é o ciclo de afrouxamento monetário que começou em agosto do ano passado e já reduziu a Selic em 4,5 pontos percentuais, para 8% ao ano.Os analistas leram o recado de Tombini de que a economia está recuperando o fôlego sem pressão inflacionária como um sinal de que a Selic continuará em queda. O fechamento em queda dos contratos de juros futuros nesta sexta-feira, segundo analistas, foi influenciado em parte pela tranquilidade de Tombini em relação à aceleração da inflação.Conforme o último relatório Focus, os analistas apostam que a Selic será reduzida novamente em 0,50 ponto, para 7,5%, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) neste mês. A dúvida é em relação ao fim desse ciclo. Os economistas consultados pelo BC na semana passada veem espaço para mais um corte, já que apostam que a taxa básica vai terminar o ano em 7,25%.O presidente do BC sustentou não haver risco inflacionário para o crescimento econômico, mas sublinhou que o BC aguarda informações adicionais para fazer uma avaliação mais precisa da intensidade e duração do choque da oferta sobre os preços, sobretudo no setor de alimentos.Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,43% devido a problemas climáticos que pressionaram os preços dos alimentos "in natura". O mercado acredita que a inflação medida pelo IPCA vai terminar o ano em 5,11%. O governo tem como centro da meta 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.Cautela
O economista-chefe da WestLB, Luciano Rostagno, concorda com o governo de que há um sinal de que as medidas estão fazendo efeito, mas buscou conter a animação. "É um primeiro sinal de que as medidas de estímulo estão começando a fazer efeito. Mas precisamos de mais sinais para ver se isso se mantém", afirmou.Para os analistas, o dado do IBC-Br, apesar de forte, mostra que a atividade registrou crescimento pífio no segundo trimestre. "O PIB do segundo trimestre deve ficar entre 0,20% e 0,30%. Os indicadores antecedentes sinalizam que o terceiro trimestre será melhor que o segundo, mas só esperamos que a economia vá crescer a um ritmo de 4% no último trimestre", afirmou o economista-chefe da PlannerProsper, Eduardo Velho.Tombini buscou minimizar a fragilidade da atividade econômica, que cresceu 0,20% no primeiro trimestre, dizendo que o Brasil segue um curso natural de um ciclo econômico, o que significa que os próximos trimestres o crescimento virá mais forte.
- Reuters News


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