Centrais sindicais se preparam para entregar ao governo federal, na segunda-feira, uma proposta de criação de fundo anticrise para manter empregos em empresas que enfrentam dificuldades econômicas. O recurso seria financiado por parte da multa do FGTS, paga aos demitidos sem justa causa. Parte de programa nacional de estabilização e manutenção de empregos no setor privado (Pneme), o fundo poderia ser acionado em situações como a que enfrenta a GM, de São José dos Campos, que pretende desativar sua linha de produção na região e, com isso, teria excedente de 1.500 funcionários. As informações são do jornal
Folha de S.Paulo.
A proposta será entregue à presidente Dilma Rousseff e ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) por representantes de cinco centrais: CUT, Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central Sindical e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). A proposta é inspirada no sistema que os metalúrgicos da Alemanha utilizam para negociar jornada de trabalho reduzida com mecanismos de proteção do emprego em tempos de crise.