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 Cristina Kirchner diz que apoio à privatização da YPF foi "estupidez"

31 de julho de 2012 • 18h30 •  atualizado 19h44

Diogo Alcântara
Direto de Brasília

Em visita a Brasília para uma reunião extraordinária do Mercosul nesta terça-feira, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que a entrega da maioria acionária da petroleira YPF à iniciativa privada no passado foi uma "estupidez". Em abril, a presidente anunciou a expropriação de 51% da petrolífera, que tinha capital espanhol por meio da Repsol. Já em 1992, Cristina defendeu a lei de privatização da YPF na época em que era deputada pela província de Santa Cruz.

» Entenda como a Argentina quer estatizar a petrolífera YPF

Hoje, Cristina ponderou que equívocos são cometidos, mas que suas repetições são consideradas estúpidas. "É uma coisa que nunca vou me permitir ser: estúpida".

"A YPF sempre foi emblemática, é quase como uma marca para nosso país", qualificou a presidente. E acrescentou: "escolhi o caminho mais difícil (da reestatização). Nós mulheres somos assim", brincou. Além disso, a presidente argentina criticou a postura hegemônica dos países desenvolvidos em relação ao caso da YPF.

Na época, a decisão pela estatização foi justificada pela Argentina por causa da queda na produtividade da petroleira, pelo aumento inédito das importações de combustíveis e pelo fato de o país ser um dos poucos no mundo que não tem o "controle" deste setor.

Sobre o Mercosul, Cristina disse que a "indignação frente à injustiça e à desigualdade" une os presidentes dos países membros do bloco.
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