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 Economia do País tomará novo rumo de crescimento, diz Tombini

23 de julho de 2012 • 19h57 •  atualizado 24 de julho de 2012  • 01h45

Tombini ressaltou que a economia continua gerando empregos e ampliando a renda do trabalhador

Tombini ressaltou que a economia continua gerando empregos e ampliando a renda do trabalhador
Foto: Reuters

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta segunda-feira que o crescimento econômico do País tomará novo rumo nos próximos trimestres, e já no final deste ano, início do próximo, "o Brasil estará crescendo em torno de 4% em termos anualizados". Esta expectativa se ampara, segundo ele, em fatores como emprego e renda, "fundamentos sólidos que garantem a sustentação da demanda doméstica", disse durante discurso na cerimônia de lançamento das novas cédulas de R$ 10 e de R$ 20, com mais elementos de segurança para dificultar o trabalho dos falsários.

Tombini ressaltou que a economia continua gerando empregos e ampliando a renda do trabalhador. Citou que nos últimos 12 meses foram criados quase 1,2 milhão de postos de trabalho e a renda real do trabalhador cresceu 3,2%, entre outros fatores por causa da queda da inflação.

O presidente do BC relacionou os impulsos monetários e fiscais adotados pela equipe econômica do governo, cujos efeitos ainda não se manifestaram plenamente, tais como a redução da taxa básica de juros (Selic) em 4,5 pontos percentuais de agosto do ano passado para cá, à flexibilização de R$ 60 bilhões do compulsório bancário para melhorar as condições de liquidez da economia e as desonerações fiscais.

Tombini mencionou ainda que as taxas de juros aos tomadores finais e o spread (diferença entre as taxas que os bancos pagam ao cliente e cobram no financiamento) também estão em queda. Isso representa, no seu entender, melhores condições de financiamento e refinanciamento para famílias e empresas, o que, combinado com a queda da inflação, contribui para elevar o ganho real dos salários e reorganizar os orçamentos. Em virtude desse quadro, o presidente do BC disse que "já há sinais de redução da inadimplência".

Ele destacou que informações preliminares de junho mostram diminuição no nível de atraso superior a 90 dias, e redução ainda mais acentuada nos atrasos de menor tempo. Este cenário, acrescentou, abre espaço para a realização de novas contratações, em condições melhores de custo e prazo, bem como para manutenção de uma expansão moderada do crédito.

Agência Brasil
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