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 Para Procon-SP, suspensão das vendas de celulares é necessária

18 de julho de 2012 • 20h13 •  atualizado 20h19

O diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes, afirmou em nota nesta quarta-feira que situações como a atual exigem medidas severas. O diretor se referia ao anúncio da suspensão das vendas de novas linhas de telefonia móvel das empresas TIM, OI e Claro, aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pela má qualidade nos serviços prestados.

"Trata-se de medida de fundamental importância para o consumidor, que viu o veloz crescimento desse mercado, que não foi acompanhado da melhoria da prestação do serviço. O papel da agência reguladora é assegurar infraestrutura eficiente nas telecomunicações, para que o setor seja capaz de oferecer serviços adequados sem falhas", afirmou em nota Paulo Arthur Góes.

Segundo dados do Procon-SP, a entidade recebeu 12.215 queixas sobre telefonia móvel no primeiro semestre de 2012. Até o dia 14 de junho, a Claro era líder, com 1.984 reclamações registradas. A operadora era seguida por Tim (1.385), Oi (996), Vivo (842) e Nextel (506).

De acordo com Góes, o Procon-SP autuou as empresas em cerca de R$ 37 milhões. A Tim foi a líder, pagando um total de 11.496.222,2. Já a Vivo foi penalizada em 9.651.746,66; Claro em 7.941.455,42; Nextel em 4.245.533,34 e Oi em 3.721.973,34. A entidade afirmou ainda que as empresas de telefonia móvel foram convidadas a apresentar um plano de metas para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos.

Terra
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