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 Confederação Geral do Trabalho argentina caminha para divisão

11 de julho de 2012 • 01h05 •  atualizado 01h16

A poderosa Confederação Geral do Trabalho (CGT, peronista) da Argentina caminha para a divisão, com a convocação nesta terça-feira de um congresso de afiliados partidários da presidente Cristina Kirchner, em aberto desafio aos sindicatos opositores, que farão outro evento.

"Faremos nosso congresso da CGT no dia 3 de outubro. Isto rompe (a CGT). Já está partida", anunciou o líder dos "governistas" e metalúrgicos, Antonio Caló, em declarações à imprensa.

Os sindicatos contrários ao governo, ligados a Hugo Moyano, líder dos caminhoneiros e da CGT há oito anos, farão outro congresso, já nesta quinta-feira, apesar da advertência do ministro do Trabalho, Carlos Tomada, de que o evento não será legítimo.

As organizações sindicais ligadas à presidente Cristina Kirchner impugnaram no ministério do Trabalho a convocação de Moyano para o congresso na quinta-feira, que prevê reunir oito milhões de trabalhadores.

Moyano, ex-aliado de Kirchner, liderou há três semanas um protesto diante da Casa de Governo, após ativistas da CGT bloquearem postos de gasolina e provocarem um sério desabastecimento.

O líder da CGT foi um ativo defensor do governo do então presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Kirchner no primeiro mandato (2007-2011), mas se afastou do Executivo com o argumento de que a atual administração aplica políticas contrárias aos trabalhadores.

AFP


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