Um estudo divulgado pelas consultorias Dupont e Economist Intelligence Unit nesta terça-feira mostrou que o Brasil ocupa a 31ª colocação em um índice que mostra a acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança dos alimentos em 105 países. O País alcançou 67,6 pontos de um total de 100; resultado classificado como "médio alto".
De acordo com o estudo, o Brasil possui bons resultados em políticas para segurança alimentar e padrões nutricionais, qualidade da produção agrícola, proporção da população abaixo da linha da pobreza, tarifas de importação, consumo de alimentos como parte dos gastos domésticos, diversificação da dieta e acesso e fornecimento ao financiamento agrícola - fazendo com que o País ocupasse a terceira colocação entre os países da América Latina.
Porém, mesmo com os pontos positivos, o Brasil ainda fica atrás dos líderes EUA (89,5), Dinamarca (88,1) e Noruega (88); além os latinos Chile (68,9) e México (67,7). Já os piores países do índice foram o Chad (20,2) e a República Democrática do Congo (18,4).
A pesquisa classificou como moderados os riscos do Brasil na estabilidade política, investimentos públicos em pesquisas na área e disponibilidade de micronutrientes. Já os pontos fracos ficaram por conta da infraestrutura agrícola (principalmente portos e estradas) e o Produto Interno Bruto (PIB) do País.
Os programas de combate à fome são considerados os mais abrangentes para as melhores condições de alimentação no mundo, afirmou o estudo. Por isso, os programas do governo brasileiro foram destacados, já que - de acordo com a pesquisa - fazem com que diminua a dependência de doações.