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 China reduz importação das principais commodities em junho

10 de julho de 2012 • 16h35 •  atualizado 17h33

As importações chinesas da maioria das commodities caíram em junho, após níveis atipicamente elevados em maio, proporcionando uma imagem mais precisa do enfraquecimento da economia e reforçando o argumento de que é preciso mais medidas de estímulo, disseram analistas.

A China é o maior comprador mundial de metais industriais e da maioria dos grãos. E é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, segundo dados comerciais divulgados nesta terça-feira.

"Nós só precisamos de paciência para ver a demanda por commodities gradualmente subir em setembro e outubro, e será, evidentemente, em um ritmo mais rápido se o governo adotar medidas para impulsionar mais crescimento econômico", disse Henry Liu, chefe de pesquisa de commodities do Mirae Asset Securities, em Hong Kong.

Números inesperadamente fortes de importações em maio também foram distorcidos, especialmente pela recomposição de estoques de petróleo. Uma menor demanda de combustível e uma redução da recomposição de estoques provocaram uma queda de quase 15% nas importações de petróleo em junho, para 21,72 milhões de t. A média diária de 5,29 milhões de barris foi a menor deste ano, mas ainda 10,3% superior ao mesmo período do ano passado.

No caso do cobre, as importações caíram 17,5% ante maio, para 346.233 t. As importações de minério de ferro recuaram 8,7%, mais do que o esperado, para 58,31 milhões de t, o segundo menor nível mensal do ano.

As importações em geral cresceram 6,3% em junho em relação ao ano anterior, metade da taxa prevista pelos economistas, na mais recente de uma série de fracos dados econômicos que sinalizam a probabilidade de mais políticas para apoiar a economia em desaceleração.

Reuters News


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