A Europa tem os recursos necessários para enfrentar a crise da dívida, mas os problemas de governabilidade de suas instituições tornam sua resposta ineficiente, razão pela qual deve "coordenar melhor" suas decisões, instou neste sábado o titular da OCDE, Angel Gurría.
"A Europa tem os recursos, as instituições, o vigor e a força" para fazer frente à crise de suas finanças públicas, no entanto, "esta vontade não se transmitiu da forma correta, de forma suficientemente clara em virtude dos problemas de governabilidade das instituições" europeias, avaliou o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.Durante coletiva em Los Cabos, o balneário do noroeste do México, onde ocorrerá na segunda e na terça-feira a cúpula de chefes de Estado e de governo do G20 com a crise europeia como pano de fundo, Gurría instou às nações do velho continente a "coordenar melhor as decisões" que adotam."A impressão que dá é que temos tantas restrições instituições, que não vamos poder agir com a força suficiente", insistiu, quando as diferenças de abordagem para solucionar a crise são evidentes entre os países da Eurozona. Assim, enquanto França, Itália e Espanha defendem impulsionar medidas de incentivo econômico como prioridade urgente, a Alemanha, a maior economia europeia, é partidária de uma consolidação fiscal, antes de mais nada, nos países da moeda única que enfrentam pesadas dívidas e fortes déficits fiscais.Gurría avaliou que o mundo enfrenta uma "desaceleração generalizada", produto de um menor dinamismo das principais economias mundiais como Estados Unidos, China e o conjunto do bloco europeu, que obrigará a adotar medidas medidas vigorosas por parte das nações do G20.- AFP


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