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 Após resgate, jornal francês diz que Espanha tem outras "bombas-relógio"

10 de junho de 2012 • 07h12 •  atualizado 07h27

A imprensa francesa destacou neste domingo os desafios que a Espanha vai enfrentar depois do anúncio da ajuda disponível para seu bancos e que o governo francês considerou como um "testemunho da solidariedade reforçada entre os países da zona do euro". Pouco depois de se conhecer a ajuda disponível para a Espanha, o ministro da Economia francês, Pierre Moscovici, assinalou que o pacto constitui também um sinal da vontade europeia de "garantir a estabilidade" de sua moeda.

O jornal Le Parisien considera por sua vez que os líderes europeus "enviaram um sinal muito forte aos mercados" e acrescenta que, "uma vez salvo o sistema bancário, a Espanha não sairá no entanto da trilha da crise".

O periódico se refere a que existe no país outra "bombas-relógio" que tem ainda que ser resolvida: "a dívida das autonomias em matéria de saúde. Há dois anos, por causa da crise, muitos hospitais não pagam suas faturas".

"A Espanha está imersa em uma crise complexa", acrescenta "Le Figaro", que explica a seus leitores as razões que conduziram a este país a pedir a ajuda financeira de seus parceiros da União Europeia (UE).

Jornais como o Le Monde fazem análises e comentários sobre a Espanha, que no caso da edição digital deste vespertino de esquerda o leva a interpretar que o país ibérico se transformou "no novo doente da Europa".

O periódico acrescenta em uma análise que o "milagre econômico" espanhol ocultava "profundos desequilíbrios", enquanto o conservador Le Figaro, em sua edição digital, se limita a assinalar que "a Espanha vai pedir a ajuda europeia para seus bancos".

Em um dia no qual a atenção informativa na França está centrada na primeira rodada das eleições legislativas, o anúncio da ajuda aos bancos espanhóis merece artigos de explicação de porque se chegou a essa situação.

O Journal du Dimanche traz manchete de maneira descritiva: "Espanha pede a ajuda financeira da Europa", e destaca que o titular de Economia espanhol, Luis de Guindos, evitou a referência a um "resgate" para denominar a ajuda financeira aos bancos.
EFE
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