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 Pacto fiscal não deve ser alterado, diz Asmussen, do BCE

21 de maio de 2012 • 07h49 •  atualizado 08h16

O pacto fiscal da Europa não deve ser renegociado nem suavizado, mas pode ser complementado com medidas para aumentar o crescimento, afirmou nesta segunda-feira o membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) Joerg Asmussen.

Asmussen também destacou que as medidas fora do padrão do BCE - adotadas para lutar contra a crise da dívida - são de natureza temporária e podem ser retiradas a qualquer momento se surgirem riscos à estabilidade de preços.

Existe uma crescente pressão na zona do euro, liderada pelo recém-eleito presidente francês François Hollande, para que se aja mais visando a estimular o crescimento e para que não se foque apenas em medidas de cortes de custos.

Asmussen afirmou que o debate sobre crescimento versus austeridade é o "debate errado". "Precisamos de ambos", disse ele em um discurso em Berlim, embora tenha destacado a necessidade de uma consolidação fiscal e de reformas.

"O pacto fiscal pode ser complementado com medidas para aumento do crescimento. Isso faz sentido como suplemento, mas o pacto fiscal não pode ser renegociado nem suavizado", disse Asmussen.

Reuters News


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