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 Ministro explica ao Eurogrupo plano de saneamento dos bancos espanhóis

14 de maio de 2012 • 02h42 •  atualizado 02h53

O ministro da Economia e de Competitividade espanhol, Luis De Guindos, explica nesta segunda-feira ao Eurogrupo a reforma financeira que impulsionou para sanear os bancos e dissipar assim as dúvidas sobre o valor real do "ladrillo" (tijolo) nos balanços dos bancos.

De Guindos enfrenta um Eurogrupo complicado, visto que a Espanha se transformou em uma das grandes preocupações da eurozona por causa da difícil situação econômica que atravessa, as dúvidas sobre sua capacidade de cumprir os objetivos de déficit devido à despesa excessiva das comunidades autônomas e a fragilidade dos bancos.

Os países da zona do euro têm uma bateria de perguntas para o ministro, a quem pedirão que lhes relate sobre a reforma financeira e a tomada de controle do Bankia, através da nacionalização de sua matriz BFA, sobre as medidas de consolidação fiscal e reformas estruturais atuais e futuras previstas, e sobre seus planos para controlar a despesa das comunidades autônomas.

De Guindos vai para a reunião com uma resposta: a reforma financeira com a qual quer sanear o "ladrillo" mediante provisões milionárias, sociedades específicas que administrarão os ativos adjudicados por falta de pagamento e uma auditoria independente da carta de crédito que tem como fim aumentar a transparência dos balanços dos bancos, como lhe pediu o Eurogrupo.
EFE
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